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quarta-feira, 14 de março de 2012

A Escuridão E O Amanhecer Capitulo 18




Capitulo 18 – O Retorno – Alice

Enquanto penteava o meu cabelo em frente a penteadeira, eu não conseguia parar de pensar em tudo o que o Gabriel fez para me salvar e salvar a cidade e que hoje fazem exatos sete dias e nenhum sinal do Miguel, Eu sei o que eu prometi a mim mesma, e estou disposta a cumprir, a campainha tocou eu sabia que era o Gabriel, agente vai sair hoje, levantei e sai do meu quarto para atender a porta, ele estava vestindo uma calça jeans e uma camisa branca justa que marcava os seus músculos recém adquiridos, ele estava com uma caixa de bombons em forma de coração.
Gabriel: - Pra você – Ele disse enquanto me entregava a caixa.
Alice: - Obrigada – Eu disse educadamente enquanto o convidava a entrar.
Gabriel: - Eu pensei na gente ir ao cinema e depois fazer um lanche – Ele disse timidamente.
Alice: - Claro – Eu disse – Espera só um minuto vou terminar de me arrumar.
Gabriel: - Você já esta linda – Ele disse com seus olhos sinceros, eu estava me achando horrível com aquela roupa.
Alice: - Obrigada Gabriel, mas eu acho que não posso confiar na sua opinião – Eu disse.
Gabriel: - Talvez, você sempre esta linda aos meus olhos – Ele disse e sorri é sempre bom receber um elogio.
Não levei cinco minutos pra terminar de me maquiar, guardei os bombons no meu quarto e fui ate ele, ele se levantou quando eu entrei na sala e me olhou como se eu fosse uma estrela de cinema, ele não precisou dizer uma palavra eu sabia exatamente o que estava passando na cabeça dele.
Alice: - Vamos – eu disse.
Gabriel: - Claro – Ele respondeu com um sorriso infantil no rosto, acho que ele pensou que eu tivesse feito uma pergunta.
Pegamos um ônibus ate o shopping.
Gabriel: - Minha mãe disse que vai me dar um carro quando eu completar dezoito – ele disse.
Alice: - Sorte a sua, minha mãe disse que não vai me dar um tão cedo – Eu falei.

Descemos quase em frente ao shopping na bilheteria ele fez questão de pagar.
Alice: - Eu tenho dinheiro Gabriel – Eu argumentei.
Gabriel: - Eu faço questão – ele disse.
Ele comprou dois ingressos para um filme de ação que eu escolhi, ele ficou surpreso com a escolha, mas na minha situação eu prefiro ver coisas explodindo a lagrimas rolando, foram quase duas horas de tiros, explosões e frases de efeito tão ridículas que me fez pensar se as pessoas que escrevem esses filmes se conhecem por que são sempre as mesmas, o Gabriel ficou vidrado na tela o filme todo, as luzes se acenderam fazendo meus olhos lacrimejarem pela claridade repentina nós saímos da sala.
Gabriel: - Gostou do filme – Ele perguntou empolgado.
Alice: - Gostei – Eu menti.
Gabriel: - Não imaginei que você gostasse desse tipo de filme – Ele disse.
Alice: - Já assisti alguns – eu disse – Mais na verdade eles parecem todos iguais pra mim – Eu Conclui.
Gabriel: - Igual às comedias romântica – Ele disse numa resposta imediata ao que eu havia dito.
Alice: - Você tem mesmo algo contra as historias de amor – Eu disse.
Gabriel: - Como eu poderia ser contra – Ele fez uma pausa, e olhou pra mim com seus belos olhos – Eu sinto como se estivesse dentro de uma – ele concluiu, ele estava se referindo agente mais não havia romance entre nós, não havia nada.
Alice: - Você acha – Eu perguntei.
Gabriel: - Sim – Ele disse – Só não sei se vai ter um final feliz pra mim pelo menos – Ele disse com um olhar triste que me deu vontade de abraça-lo.
Alice: - Gabriel – Ele me interrompeu.
Gabriel: - Não precisa dizer nada Alice – Ele disse – esta com fome – Ele perguntou.
Alice: - Sim – Eu disse, realmente estava com fome.
Fomos ate uma pizzaria no shopping, enquanto comia eu não conseguia parar de pensar no Miguel, mesmo o Gabriel estado ali na minha frente pronto pra me dar o seu coração eu não conseguia parar de pensar em alguém que estava distante, longe dos meus olhos, mas dentro do meu coração.

Gabriel: - Eu queria – Ele parou buscando coragem.
Alice: - O que – eu perguntei, mas eu imaginava o que era, e estava pronta pra dizer que sim.
Gabriel: - Você quer namorar comigo – Ele perguntou finalmente.
Meu coração disparou ao mesmo tempo em que eu queria dizer que sim, eu sentia meu coração me mandando dizer não, fechei meus olhos desejando que tudo isso fosse um sonho que quando eu acordasse eu estaria na minha antiga casa com meu pai e minha mãe, com minha antiga vida que era muito mais simples do que essa, mas eu sabia que isso não era um sonho e que o Gabriel estava na minha frente esperando pacientemente uma resposta, abri meus olhos lentamente e não podia acreditar uma explosão de sentimentos tomou conta do meu corpo era o Miguel ele estava parado a alguns metrôs de nós com aquele mesmo sorriso que eu senti tanta falta, eu esqueci por completo que o Gabriel estava na minha frente, tive vontade de levantar e correr para os braços dele como eu imaginei fazer centenas de vezes.
Gabriel: - E então – Ele perguntou – Levando meu olhar de volta para ele, eu levei minhas mãos ate as mãos dele, eu estava péssima com o que eu ia dizer, mas o Miguel estava ali me esperando.
Alice: - Gabriel – Eu Fiz uma pausa – Me desculpa, eu admito você me balançou, eu realmente gosto de você mais não é você que eu amo.
Gabriel: - Já é alguma coisa, Eu posso fazer você se apaixonar por mim – Ele disse.
Alice: - Desculpa Gabriel, mas no momento não pode – Eu disse, ele levou a mão ate meu rosto e foi como ele tivesse tomado um choque igual à vez no meu apartamento, ele olhou pra trás parecia saber que o Miguel estava ali.
Gabriel: - Entendi – Ele disse triste.
Alice: - Me desculpa Gabriel.
Ele se levantou e foi embora sem dizer mais uma palavra, não queria que fosse assim não queria magoa-lo, mas eu não podia fazer nada, Miguel se aproximou de mim não podia conter a felicidade pulei no pescoço dele e o abracei com muita força.
Alice: - Pensei que nunca mais fosse ver você – Eu disse com lagrimas nos olhos.

Miguel: - Também senti a sua falta – Ele disse – Cada dia longe de você parecia uma eternidade – ele concluiu enquanto enxugava com as pontas dos dedos uma lagrima que caia pelo meu rosto.
Alice: -Eu te amo – Eu disse me sentindo um pouco envergonhada de demonstrar meus sentimentos assim sem ter certeza se ele também me ama.
Ele sorriu gentilmente e levou seu rosto em direção ao meu e me beijou de forma firme, mas ao mesmo tempo suave era exatamente como eu fantasiei diversas vezes talvez ate melhor finalmente depois de muito tempo eu me sinto completa, me sinto feliz, ficamos conversando um pouco e ele me levou pra casa e parou em frente à entrada do meu prédio.
Alice – Você não vai sumir de novo vai – eu perguntei preocupada.
Miguel: - Nunca mais – Ele disse – Só vou sair da sua vida se você quiser – Ele concluiu – Aquelas palavras fizeram nascer um sorriso infantil no meu rosto.
Ele me tomou em seus braços e me beijou mais uma vez, de forma tão intensa que me deixou sem ar.
Alice: - Ate amanha – Eu disse recuperando o fôlego.
Miguel: - Ate – Ele disse com seu belo sorriso.
Ao entrar no apartamento minha mãe estava sentada no sofá assistindo televisão, ela percebeu imediatamente meu rosto feliz.
Maria: - O que houve – Ela Perguntou.
Alice: - Eu estou feliz mãe, como há muito tempo não me sentia – Eu disse.
Maria: - Foi o Gabriel que fez você se sentir assim – Ela perguntou curiosa.
Alice: - Não mãe não foi ele – Eu fiz uma pausa – Foi o Miguel – eu disse o nome dele com enorme prazer.
Maria: - O garoto do avião – Ela perguntou.
Alice: - Ele mesmo – Eu respondi.
Maria: - Preferia que fosse o Gabriel – Ela disse o que me deixou irritada.
Alice: - Não importa o que você prefere – Eu disse de uma forma grosseira, ela me olhou surpresa com a minha reação.
Maria: - Desculpa, só estava brincando – Ela disse.
Senti-me mal eu sei que deveria pedir desculpas pra ela, mas não consegui e fui para o meu quarto, esperando que ela não tivesse ficado com raiva.
Sentei na minha cama ainda inebriada de felicidade, fechei meus olhos por um instante pra lembrar das ultimas horas quando abri os olhos de novo o Gabriel estava na minha frente tomei um susto tão grande que saltei da cama.
Alice: - O que você quer Gabriel – Eu perguntei preocupada.
Ele começou a andar na minha direção, na medida que ele andava eu recuava, ele parecia diferente decidido, minha respiração ficava cada vez mais ofegante à medida que ele se aproximava de mim eu bati minhas costas na parede e sabia que não tinha mais pra onde ir, pensei que ele fosse me beijar a força, pensei ate em gritar por socorro, mas se ele realmente quisesse ninguém poderia impedi-lo, ele tocou meu rosto e disse.
Gabriel: - Eu te amo – Ele fez uma pausa – E não vou desistir sem lutar – Ele me deu as costas e saiu voando pela janela, sentei de novo na cama e não conseguia parar de pensar que se talvez eu tivesse conhecido o Gabriel um pouco antes as coisas seriam diferentes talvez seria por ele que o meu coração bateria mais forte.


Epilogo – Miguel

A praia estava deserta o vento frio deve ter afugentado muitas pessoas, mas havia uma pessoa parada olhando para o mar como se não o visse há muito tempo era uma jovem de cabelos negros como a noite, e olhos tão azuis como o mar sua beleza era avassaladora aos meus olhos era incrível como elas eram parecidas fisicamente mesmo sendo tão diferentes, Jaqueline a irmã gêmea da Alice, me aproximei dela ela me olhou e sorriu com um sorriso enigmático.
Jaqueline: - Tínhamos um trato que você não honrou – Ela disse calmamente.
Miguel: - Isso é algo que eu não vou fazer – eu disse.
Jaqueline: - Não se preocupe vou providenciar que outro faça – Ela disse.
Miguel: - Se você tocar nela eu juro que te mato, eu não costumo erra duas vezes – Eu disse.
Jaqueline: - Você não é confiável Miguel, tenho uma cicatriz pra provar isso – ela fez uma pausa – Acha mesmo que eu ficaria frente a frente com você sem ter um seguro de vida, assim como você eu não cometo o mesmo erro duas vezes – ela disse.
Miguel: - Acho que eu consigo te matar facilmente – Eu disse convencido.
Jaqueline: - Eu sei – ela disse – Mais se você fizer isso, minha amada irmã ficara presa pra sempre num mundo de pesadelos, um coma eterno.
Miguel: - Você esta mentindo.
Jaqueline: - Há alguns dias eu estive no sonho dela e deixei uma bomba na mente dela, as batidas do meu coração evita a detonação, se meu coração parar de bater BUM, e bem vinda ao pesadelo eterno.
Miguel: - Não vou deixar – Eu disse.
Jaqueline: - Tudo que você pode fazer é aproveitar o pouco tempo que você tem com ela, pois em breve Alice não vai mais existir eu tomarei o lugar dela –Ela disse com um sorriso sarcástico.
Ela não mentiria sobre isso e eu sei disso terei que proteger Alice ficar de olho nela o tempo todo e rezar que isso seja o suficiente, para protegê-la.


FIM DO VOLUME 1


Esse é o fim não sei quando vai ter mais capitulos dessa historia talvez só quando acabar Filhos do apocalipse, vou colocar algumas historias que eu tenho pronta aqui apesar de serem poucos leitores, não vou abandonar esse blog mais a Escuridão e o Amanhecer vai demorar para voltar é bem mais dificil escrever um livro do que um roteiro... Espero que tenham gostado. 0/

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A Escuridão E O Amanhecer Capitulo 16



CAPITULO 16 – O CONFRONTO – Gabriel

Deitado em meu quarto pensando em como as coisas com a Alice são sempre tão difíceis, como ela pode esperar por alguém que talvez nunca mais veja, enquanto eu estou aqui pronto pra lhe dar o meu coração isso não é justo mais o que eu estou pensando eu sei muito bem que a vida não é justa, o ruído da janela do meu quarto sendo aberta interrompeu meus pensamentos, ela se abriu sozinha criei uma bola de gelo e estava pronto para atirar quando Suzana entrou levitando ela pousou perto da janela, e carregava um jornal.
Gabriel: - Você pode voar – Eu perguntei surpreso.
Suzana: - Na verdade eu só posso levitar – Ela respondeu.
Gabriel: - Você podia ter tocado a campainha – Eu disse enquanto me levantava.
Suzana: - Eu gosto de entradas marcantes – Ela disse Em tom de brincadeira.
Ela jogou o jornal na minha direção eu o parei no ar e fiz ele vir ate mim e pousar na minha mão.
Suzana: - Você esta controlando bem os poderes – Ela disse.
Gabriel: - Tenho uma cidade para proteger – Eu disse.
Eu olhei o jornal procurando por alguma noticia diferente, que no ponto de vista da Suzana merecesse minha atenção, e achei uma que falava sobre uma jovem que esta curando as pessoas com um toque.
Gabriel: - Acha que ela é igual agente – Eu perguntei.
Suzana: - sim – Ela respondeu – E nós precisamos chegar nela antes da Nabucodonosur chegue.
Gabriel: - Não estou a fim de lutar hoje – Eu disse desanimado.
Suzana: - Não seja burro ela pode curar o seu amigo – Ela disse – Sem contar que temos uma certa obrigação com a nossa espécie – Ela concluiu.
Gabriel: - Vamos lá então – Eu disse.
Coloquei uma camisa sobre a camiseta que eu estava usando.
Suzana: - Vamos lá – Ela disse enquanto caminhava para sair pela janela.
Gabriel: - Oi aonde você vai – Eu perguntei.
Suzana: - Você não disse vamos lá – Ela perguntou.

Gabriel: - Vamos sair pela porta como pessoas normais – Eu disse.
Suzana: - Você sabe muito bem que não somos normais – Ela disse com um sorriso irônico.
Saímos pelo portão principal com passos apressados, para minha surpresa Alice estava indo ao meu encontro.
Alice: - Gabriel eu posso falar com você um minuto – Ela perguntou.
Eu queria ficar e falar com ela, mas a Suzana não parecia está muito a fim de esperar, mesmo por que um minuto pode significar vida ou morte para o Tiago.
Gabriel: - Alice você não faz idéia do quanto eu gostaria de falar com você – Eu Disse – Mais agora eu preciso fazer uma coisa que não pode ser adiada.
Alice: - Tudo bem – Ela disse.
Aproximei-me mais dela e lhe dei um beijo na testa, Suzana ficou desconfortável com a cena.
Gabriel: - Assim que eu voltar te ligo – Eu disse.
Ela sorriu timidamente eu quase não estava me agüentando de curiosidade de saber o que ela queria me dizer, Suzana e eu caminhamos pela rua.
Suzana: - Bonitinha a sua namorada – Ela disse.
Gabriel: - Ela não é minha namorada – Eu disse de um modo triste.
Suzana: - Mais você gostaria que fosse – Ela disse.
Gabriel: - Sim – Eu disse.
Suzana: - Você não deveria desistir, por que pelo olhar dela, ela também tem uma queda por você – Ela disse.
Eu queria acreditar nas palavras dela, devo admitir que um pequeno sorriso de esperança surgiu no canto da minha boca, mas logo vieram as lembranças dela que ainda estavam presas em minha cabeça e o sorriso sumiu.
Gabriel: - Queria que isso fosse verdade – Eu disse.
Suzana: - Qual é Gabriel, o cara mais forte do mundo não tem alto confiança pra lidar com uma garota – Ela disse.
Gabriel: - Você não sabe de nada Suzana – Eu disse irritado.
Suzana: - Você acha que é o único que sofre ou já sofreu por causa de um amor Gabriel – Ela perguntou.
Eu não havia me dado conta que eu não sabia nada sobre ela o que ela tinha passado antes de me atacar no hospital, mas eu não precisava absorver as lembranças dela pra saber que ela também tinha um amor ausente.

Gabriel: - Me desculpa – Eu disse.
Suzana: - Me desculpa também – Ela disse – Eu não tenho o direito de me meter na sua vida.
Continuamos a caminhar ate o ponto de ônibus, mas Suzana parou.
Gabriel: - O que houve – Eu perguntei.
Suzana: - Vamos chegar muito mais rápido se você for voando – Ela disse.
Eu balancei a cabeça concordando com ela, caminhamos ate um ponto com pouco movimento de pessoas, a segurei firme e voamos, depois de cerca de vinte minutos pousamos num pequeno sitio, a primeira coisa que Suzana fez ao tocar o chão foi vomitar.
Suzana: - Lá se foi meu café da manha – ela disse limpando o canto da boca.
Gabriel: - Isso aqui não deveria esta mais cheio – Eu perguntei.
Suzana: - Talvez eles já estejam aqui, ou já a tenham levado – Ela disse enquanto recuperava o ar.
Gabriel: - E se ela não quiser ir curar o Tiago, acho que ele não sobreviveria a uma viajem dessas – Eu disse preocupado.
Caminhamos para a porta de entrada.
Suzana: - Por mais que ela não queira ir, você absorve os poderes dela e pronto – Ela disse sabiamente.
Ela despertava uma grande curiosidade em mim, será que ela sempre foi assim, de respostas rápidas, e sempre parece que sabe exatamente o que esta fazendo, eu queria ter a confiança que ela tem.
Suzana bateu três vezes na porta da casa e nós ficamos esperando, 30 segundos depois ela se preparava pra bater de novo, mas eu ouvi passos e segurei a mão dela.
Gabriel: - Não precisa bater de novo, vem vindo alguém – Eu disse.
Suzana: - Não ouço ninguém – Ela disse.
Uma senhora de aparência cansada e de longos cabelos negros abriu a porta, seu nome é Lucia.
Gabriel: - Queremos falar com a garota que cura – Eu disse.
Lucia: - Lamento ela não esta atendendo hoje – Ela disse calmamente.
Suzana: - Moça nós precisamos muito falar com ela – Ela disse meio alterada.
Lucia: - Ela não esta atendendo ninguém hoje, por favor, vão embora.
Ela ia fechar a porta mais Suzana usou seus poderes para paralisar a Lucia.
Suzana: - Nós viemos de muito longe pra falar com ela, e nós vamos você entendeu – Suzana disse de um jeito que me deixou preocupado.
Gabriel: - Para com isso Suzana – Eu disse.
Suzana: - Você fica aqui –Ela disse para a Lucia.
Caminhamos pelo corredor estreito da casa havia três portas, eu parei em frente à segunda porta.
Suzana: - Como você sabe que é ai – Ela perguntou.
Gabriel: - posso ouvir a respiração dela – Eu respondi.
Bati na porta antes de entrar, quando entramos ficamos surpresos com a garota, sua pele pálida combinando com seus cabelos tão negros davam a ela uma aparência meio fantasmagórica, mas não era só isso seu corpo magro e frágil davam a ela um aspecto doente, ela olhou atentamente para a gente por alguns segundos.
Sara: - Vocês não estão doentes – Ela disse.
Gabriel: - Realmente não estamos, só viemos aqui para que eu absorva seus poderes – Eu Disse.
Sara: - Então você veio me matar – Ela perguntou calmamente.
Gabriel: - Não –Eu disse – Eu não vim aqui para mata-la.
Sara: - Então como você pretende absorver os meus poderes – ela perguntou.
Não sabia do que Ela estava falando, eu não preciso matar ninguém, mas me lembrei do que aquele garoto que controla os ventos disse enquanto estávamos lutando sobre eu ter matado alguém que tinha o poder de se regenerar.
Gabriel: - Eu não preciso matar ninguém para absorver os poderes – Eu disse.
Sara: - Pelo que eu sei o único jeito de um de nós absorver os poderes e matando o outro – Ela disse.
Olhei para a Suzana e ela parecia desconfortável com o que a menina havia acabado de dizer, estava claro que ela já sabia disso, mas eu precisava ouvir ela dizer.
Gabriel: - Você sabia disso – Eu perguntei.
Suzana: - Sim – Ela respondeu.
Gabriel: - Esse era o seu plano, me matar e roubar meus poderes – Eu perguntei.
Ela hesitou em responder, nem ao menos conseguia olhar para mim.
Suzana: - no começo sim, mas eu desisti de tentar – Ela disse envergonhada.
Gabriel: - Por que – Eu quis saber.
Suzana: - Eu não tinha certeza se seria bem sucedida, e não estou a fim de te ter como inimigo.
Sara: - Seu coração esta doente – Ela disse para Suzana.
Suzana: - Meu coração está ótimo garota – Ela disse.
Sara: - Sim ele esta – Ela insistiu – Ele esta cheio de ódio, dor e sentimentos de vingança.
Suzana abaixou a cabeça eu vi que ela queria responder, seu coração acelerou, sua respiração mudou, mas as palavras não saíram da boca dela.
Sara: - E o seu – Ela disse olhando pra mim – Está cheio de culpa e medo.
Suzana: - Ele é indestrutível, imortais não tem por que ter medo –Suzana disse.
Sara: - É justamente por isso que ele tem medo, pensar o quanto ele vai viver alem daqueles que ele ama – Ela disse.
Ela estava certa eu já havia pensado nisso, eu não queria ver minha mãe morrer, o Tiago, a Alice, esse poder também pode ser uma maldição muitas pessoas podem dizer o contrario, mas no fundo ninguém gostaria de viver pra sempre.
Suzana: - Chega de ouvir essa garota –Suzana disse irritada – Você já absorveu os poderes dela.
Gabriel: - Eu não sei – Eu respondi.
Suzana tirou um canivete do bolso da calça e fez um corte na mão e estendeu na minha direção para que eu curasse.
Gabriel: - Como você faz – eu perguntei a Sara.
Sara: - Só pense em curar o ferimento – Ela disse.
Eu toquei a mão da Suzana e pensei que a mão dela ia se curar, mas não consegui nada.
Gabriel: - Eu não entendo.
Sara tocou a mão de Suzana que se curou instantaneamente.
Sara: - Quais poderes você possui – Ela perguntou.
Eu disse todos os poderes que eu tinha, ela ouvia atentamente enquanto eu falava, Suzana parecia já esta impaciente.

Sara: - Então é isso – Ela disse – Você já absorveu o poder de se regenerar então não pode absorver o poder de curar.
Suzana: - Quer dizer que ele não pode ter todos os poderes – Suzana perguntou.
Sara: - É como se houvesse uma incompatibilidade, se você absorver o poder da água, não vai conseguir o poder do fogo, por exemplo – Ela explicou.
Suzana: - Como você sabe tanto – Suzana perguntou desconfiada.
Sara: - Um amigo me disse – Ela se limitou a responder.
Suzana: - Posso saber quem é esse seu amigo – Suzana perguntou de forma hostil.
Gabriel: - Então você terá que vir comigo e curar meu amigo – Eu disse quase que como uma ordem.
Sara: - Me desculpe – Ela disse triste – Eu não posso ir com você.
Suzana: - Por que não – Suzana perguntou.
Sara: - Por que eu estou morrendo – Ela disse.
Eu já havia reparado na aparência doente dela, mas ela parecia não se importar com o fato de esta morrendo.
Suzana: - Por que você não se cura – Suzana perguntou.
Sara a olhou com um sorriso amistoso.
Sara: - Por que eu não posso, eu posso curar todo o mundo, menos a mim mesma irônico não – Ela perguntou.
Gabriel: - O que você tem – Eu perguntei.
Sara: - Uma doença degenerativa, eu não posso nem mais andar, minhas pernas não agüentam.
Suzana: - Quanto tempo você ainda tem – Suzana perguntou num tom mais amistoso.
Eu poderia ate jurar que ela estava triste com o fato da Sara esta morrendo.
Sara: - Quando a doença foi diagnosticada os médicos disseram que eu não passaria dos quatorze, já estou com dezessete, mas eu sinto que meu corpo esta chegando no limite.
Gabriel: - Eu lamento – eu disse.
Sara: - Eu também lamento Gabriel – Ela disse – Lamento muito que você não possa absorver meus poderes quem sabe você poderia me curar.
Gabriel: - E meu amigo – Eu disse.
Sara: - Acho que se você me matar meus poderes funcionaram em você.

Suzana: - Você disse que por ele se regenerar ele não poderia absorver seus poderes – Suzana disse.
Sara: - Eu disse que ele não poderia absorver o meu poder usando os poderes dele, mas a nossa espécie pode ficar com os poderes se matar.
Suzana: - Ela esta morrendo Gabriel o poder dela vai ser mais útil com você do que debaixo da terra – Suzana disse com uma frieza assustadora.
Gabriel: - Eu não vou mata-la – Eu disse irritado.
Suzana: - Pode ser a única chance de salvar seu amigo – Ela disse.
Eu não conseguiria, por mais que a vida do Tiago dependesse disso eu não conseguiria mata-la, mas eu não conseguia parar de pensar se o Tiago a mataria para me salvar.
Suzana: - Vai chegar o dia que você vai acabar tendo que matar alguém Gabriel.
Minha atenção foi direcionada para o lado de fora da casa, eu podia ouvir claramente vários passos se aproximando da casa.
Suzana: - O que houve – Ela perguntou apreensiva.
Gabriel: - Tem gente vindo – Eu disse.
Suzana: - Fica aqui garota – Suzana disse.
Fomos para a sala, Lucia estava caída no chão em pé ao lado dela estava um jovem de trejeitos estranhos ele usava sobra em volta dos olhos.
Davi: - Olá não sabia que tinha companhia – Ele disse e fez um gesto com a cabeça três homens usando roupas semelhantes às usadas pelas tropas de choque entraram com arma em punho e atiraram Suzana parou as balas antes de chegar ate nós as balas eram diferentes das que eu já havia visto, Suzana fez um movimento com a mão direita e os três voaram com violência contra a parede.
Davi: - Ora, ora, então você tem poderes, Eu também – Ele disse.
A mão dele ficou envolta com eletricidade e antes que eu pudesse fazer alguma coisa ele eletrocutou a Suzana que caiu desmaiada.
Davi: - Sua vez – Ele disse confiante.
Antes que ele pudesse me atacar eu usei o poder do vento e o arremessei contra a parede, fui ate Suzana verificar se ela estava bem, mas não percebi que ele ainda estava acordado e ele me atingiu com uma grande descarga elétrica.
Davi: - Interessante você absorve os poderes – Ele disse – Será que vai absorver os meus também.
Aquela descarga elétrica estava confundindo todo o meu celebro, eu queria usar os meus poderes, mas nenhum deles estavam funcionando na verdade o poder de cura estava caso o contrario eu já teria desmaiado igual à Suzana.
Davi: - Por que você não cai – Ele disse.
Enquanto eu lutava para me levantar, a descarga elétrica não cessava.
Davi: - Chega de brincar esta na hora de dormir – Ele disse.
A outra mão dele também ficou envolto com eletricidade ele ia me atacar quando foi atingido na cabeça por um vaso, mesmo atordoado olhei para onde Suzana havia caído ela estava sentada no chão com a mão estendida na direção do garoto que controla a eletricidade que agora está caído no chão.
Suzana se levantou com dificuldade e caminhou cambaleante na minha direção, e se sentou ao meu lado.
Suzana: - Por que você não usou seus poderes – Ela perguntou.
Gabriel: - Eu não consegui – Eu respondi.
Suzana: - Por que – Ela perguntou.
Gabriel: - Eu não sei – Eu respondi.
Suzana: - Consegui usa-los agora – Ela perguntou.
Eu me concentrei em tentar mover um porta-retratos sobre a cômoda mais eu não consegui, mas consegui ouvir que havia mais gente do lado de fora.
Gabriel: - Tem mais gente lá fora – Eu disse enquanto me levantava.
Suzana: - Maravilha – Ela disse se levantando.
Gabriel: - Fica aqui – Eu disse.
Caminhei em direção a porta.
Suzana: - Você mal esta se agüentando em pé – Ela disse.
Gabriel: - Eu sou o herói aqui – Eu disse.
Ao sair o sol ofuscou meus olhos por um breve instante, olhei atentamente e parado a alguns metros de mim estava o garoto que eu lutei outra noite parada a alguns metros dele estava uma jovem fisicamente parecida com ele.
Filipe: - Saia do caminho – Ele disse.
Anna: - Deixa comigo – Ela disse dando um passo à frente.
Seus olhos ficaram totalmente negros, e uma forte luz emanou dela, de repente me deu um branco total tudo que estava em minha mente sumiu, mas começaram a voltar.
Anna: - Agora vá embora – Ela disse.
Gabriel: - Por que eu iria, ainda não acabei com vocês –Eu disse.
Ela ficou surpresa, o garoto também eu pude notar pelo olhar que ele lançou a ela.
Anna: - Tudo bem então – Ela disse.
Seus olhos ficaram negros outra vez mais antes que ela pudesse atacar outra vez eu a ataquei com fortes ventos que fizeram ela cair.
Filipe: - Você – Ele disse finalmente percebendo quem eu era.
Ele começou a se concentrar pude sentir o vento ao redor ele me atacou com uma espécie de tornado que ele produziu, eu também o ataquei com o mesmo golpe, ficamos medindo força, mas o golpe dele era mais forte e eu não pude agüentar e fui atingido o golpe fez com que eu voasse contra a parede da casa, ele continuou atacando sem me dar chance de me recuperar por completo.
Suzana: - Hei idiota – Suzana disse.
Ela estava com sua mão estendida na direção da garota, varias pedras estavam rodeando a garota pedras do tamanho de um punho.
Suzana: - Se você não parar de atacar ele, essas pedras vão atingir a sua irmã – Ela disse.
Ficou bem claro pra mim naquele momento que o quê Suzana estava fazendo não era só pra me ajudar, era algo pessoal com eles.
Anna: - Não de ouvidos a ela Filipe ataque – A garota disse com um olhar furioso.
Suzana fez com que uma pedra atingisse a garota que caiu de joelhos no chão, o garoto estava furioso.
Anna: - Filipe, não ataque – Ela disse com sua mão sobre o ferimento em sua cabeça.
Suzana: - Isso não é nem 10 % da dor que vocês me causaram – Ela disse rangendo os dentes.
Anna: - Mal agradecida – A garota disse.
Suzana: - Por que – Ela perguntou.
Antes que ela pudesse receber uma resposta ela foi eletrocutada e eu também.
Davi: - Não precisa agradecer – Ele disse para os outros dois.
Vi quando o jovem que controla o vento deu um passo a frente como se tivesse sido atingido por alguma coisa invisível.
Anna: - O que houve Filipe – A garota perguntou.
Filipe a olhou de uma forma diferente não parecia preocupado com ela, então sem que ninguém esperasse, ele a atacou com uma rajada de ventos que a lançou a uns quatro metros de distancia, Davi olhou para Filipe sem entender o que estava acontecendo, ele não sabia se continuava a me eletrocutar ou se atacava o garoto do Vento.
Davi: - O que você esta fazendo Filipe – Ele perguntou Confuso com a situação.
Filipe olhou na nossa direção e caminhou.
Anna: - Ataca Davi, Ele esta sendo controlado – Ela gritou antes de Filipe, ou seja, lá quem o estivesse controlando ataca-la outra vez fazendo com que ela caísse desmaiada.
Davi: - Quem é você – Ele perguntou numa mistura de medo e curiosidade.
Filipe começou a formar um redemoinho de ventos e Davi a concentrar eletricidade em suas mãos, eu sabia que aquele era um bom momento para atacar, mas por algum motivo eu não estava conseguindo usar nenhum dos meus poderes além do poder de me regenerar, mas antes que eles se atacassem uma bola de fogo cruzou o ar e explodiu ao tocar no chão, os olhares foram direcionados para um garoto que caminhava na nossa direção.
André: - Já chega Davi! – ele disse de forma autoritária.
Davi: - Temos ordens de levar a garota – ele disse – Ordens do seu pai.
André: - Pode deixar que eu me entendo com meu pai – Ele disse sem parecer preocupado, ele parou diante de Filipe.
Davi: - Você que sabe – Ele disse enquanto caminhava ate Anna.
André: - Será que você pode deixar o Filipe ir Mateus – Ele perguntou.
Filipe caiu de joelhos no chão, André se abaixou para ajuda-lo a se levantar.
Filipe: - O que houve – Ele perguntou confuso.
André: - Um dos truques novos do Mateus – Ele respondeu.
Filipe: - Temos que pegar a garota – ele disse.
Mateus se materializou para a surpresa de Filipe que se levantou pronto pra atacar.
André: - Não faça isso Filipe – Ele ordenou.
Mateus: - Vão embora – Mateus disse – E não voltem aqui – ele ordenou.
Filipe: - Nós não vamos fazer isso – Filipe disse.
André: - Não voltaremos – André falou calmamente.
Filipe: - E a garota – Filipe perguntou
André: - Ela não é uma ameaça Filipe – André disse, ele deu as costas para Mateus.
Mateus: - Você não vai ter outra chance de me capturar André – Mateus disse quase que como um desafio, André sorriu brevemente.
André: - Eu sei – André disse se afastando.
Filipe encarou Mateus por mais alguns segundos, apesar de Mateus esta de mascara seus olhos castanho claro ficavam muito evidentes.
Assim como eles chegaram, eles partiram, Mateus me ajudou a levantar, Suzana ainda estava desmaiada eu a peguei no colo e a levei para dentro e a coloquei no sofá.
Mateus: - Você esta bem – Ele perguntou.
Gabriel: - Sim – Eu respondi.
Mateus: - Leve sua amiga lá pra cima a Sara pode cura-la então vocês podem ir embora – Mateus disse.
Gabriel: - Quando você disse que podia salvar o meu amigo, você estava se referindo a ela – Eu perguntei.
Mateus – Sim – Mateus respondeu.
Gabriel: - Ela não pode ir ate lá cura-lo – Eu disse.
Mateus: - Eu sei – Mateus respondeu.
Gabriel: - Então você mentiu – Eu perguntei.
Mateus: - Não – Mateus Disse – Eu achei que você seria capaz de absorver os poderes dela, apesar dos cientistas da nabucodonosur acharem que pessoas com seu poder de absorver outros poderes também podem sofrer incompatibilidade.
Gabriel: - Eles estavam certos – eu disse.
Carreguei Suzana ate a Sara que com um toque curou todos os ferimentos que Suzana apresentava, nos despedimos dela sabendo que ela estava em boas mãos queria poder ajuda-la, mas era impossível antes de ir embora Mateus mandou que eu tivesse cuidado, pois alguma coisa estava acontecendo na cidade, e Voei com Suzana de volta para a Cidade.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A Escuridão E O Amanhecer Capitulo 15



CAPITULO 15 – Sete Dias – Alice

Ele me beijou não imaginei que fosse gostar, talvez tenha sido toda aquela situação.
Ele entrou pela janela me carregando em seus braços podia sentir seus músculos me apertando, ele deve andar malhando sentir o chão sobre os meus pés, e seus braços ainda em volta de mim, olhei para o espelho da penteadeira mais não vi nossos reflexos.
Alice: - Nós ainda estamos invisíveis – Eu disse.
Ele afastou suas mãos de mim senti uma estranha mistura de alivio e frustração, olhei para o espelho e dessa vez nossos reflexos estavam lá, um clima constrangedor ficou no ar, eu não sabia o que dizer o rosto dele estava com um brilho especial, ele estava feliz, era minha culpa eu não devia tê-lo beijado, por melhor que tenha sido eu não devia.
Gabriel: - Ainda esta surpresa por eu ter super poderes – Ele perguntou ao repara na minha cara de preocupação.
Eu realmente ainda estava surpresa, eu já tinha visto aquele Black Sparrow, mas foi só pela televisão, de repente me veio a lembrança do garoto da explosão, ele também devia ter super-poderes por isso ele desapareceu sem deixar rastro.
Sentei na minha cama e abaixei a minha cabeça envergonhada, ele se agachou na minha frente e segurou as minhas mãos, eu olhei para ele meu cabelo estava encobrindo um pouco meus olhos mesmo assim era fácil perceber o quanto ele parecia com um príncipe encantado, seu cabelo, seus olhos, seu rosto assimetricamente perfeito, a forma gentil com que ele segura as minhas mãos ele é exatamente a pessoa com que eu sempre imaginei me casar, mas eu não paro de sentir a sensação de estar traindo o Miguel, por que eu não consigo parar de pensar nele... É por que eu não quero parar de pensar, por mais que eu sofra de saudades quando eu penso nele ele é tudo que eu quero, é tudo que eu preciso, mas eu devo admitir que olhar para essa Carinha que o Gabriel faz me deixa um pouco balançada, não é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo eu sei disso.
Gabriel: - O que houve – Ele perguntou preocupado.
As palavras não vinham a minha boca por mais que elas estivessem em minha mente.

Gabriel: - Eu te amo – Ele disse convicto.
Levantei-me livrando minhas mãos das dele, eu sabia o que tinha que fazer, e isso fazia com que eu sentisse uma pontada no coração como se estivessem enfiando uma enorme agulha no meu peito.
Alice: - Gabriel passar esse tempo com você foi ótimo, você é uma pessoa maravilhosa, mas meu coração pertence a outro – Eu disse.
Ele me olhou sem muita surpresa, acho que ele já esperava que eu dissesse isso, ele se aproximou devagar e tocou meu rosto suavemente ao mesmo tempo eu tive medo que ele me beijasse mais eu devo admitir que eu queria que ele me beijasse como esse sentimento pode ser tão confuso.
Gabriel: - Se meu coração fosse um cofre você seria a única que saberia a combinação – Ele disse – Por que ele pertence a você, sem você nada faz sentindo – Ele concluiu.
Ele me beijou e outra vez eu me senti confusa, eu queria beija-lo também mais ao invés disso eu o afastei.
Gabriel: - Você é tão essencial para mim como o ar que eu respiro – ele disse.
Alice: - Você não entende, eu sinto como se estivesse traindo o Miguel – Eu expliquei.
Gabriel: - Você não trai uma pessoa se ela te simplesmente foi embora– Ela disse.
Aquelas palavras doeram fundo no meu coração, e causou um frio na barriga, aquela sensação que eu tive quando vi o corpo do meu pai ser sepultado.
Alice: - ele não me abandonou, ele vai voltar – Eu defendi o Miguel.
Mais eu não tinha certeza das minhas próprias palavras, não sabia se eu o veria de novo apesar de acreditar fielmente nisso principalmente depois de ter encontrado com o Matias no metrô, o olhar triste que o Gabriel me lançava fazia meu coração ficar em pedaços e fazia com que eu me sentisse a pior pessoa do mundo.
Gabriel: - E se ele não voltar – Ele perguntou.
Alice: - Eu vou esperar – Eu respondi.
Ele respirou fundo como se buscasse as palavras certas.
Gabriel: - Eu vou esperar por você, ate o meu ultimo suspiro eu vou esperar por você – Ele disse convicto.

Ele ficou invisível, as cortinas se agitaram quando ele saiu voando pela janela, estava me sentindo péssima como tudo pode ter mudado em poucos minutos, por que eu tinha que beija-lo, por que eu não deixei o Miguel me acompanhar ate aqui naquele dia, talvez tudo tivesse sido diferente, as lagrimas começaram a deslizar pelo meu rosto as ultimas palavras que eu ouvi de Miguel começaram a vir a minha cabeça assim como as ultimas que Gabriel acabou de me dizer, elas pareciam travar uma batalha dentro da minha cabeça, por que nessa idade as coisas são tão confusas.
Mais tarde eu estava jantando com a minha mãe, na verdade só ela estava, pois tudo que eu estava fazendo era revirar a comida de um lado para o outro, enquanto ela falava, mas eu não estava prestando atenção no que ela estava dizendo.
Maria: - Oi astronauta – Ela chamou minha atenção.
Alice: - Que foi – Eu perguntei distraída.
Maria: - Você por acaso ouviu o que eu disse – Ela perguntou.
Alice: - Não mãe, o que a senhora disse – Eu perguntei.
Maria: - Eu disse que os sinais de transito estão uma loucura – Ela disse – Mais isso não importa o que esta fazendo você viver no mundo da lua – Ela perguntou.
Alice: - Nada – eu respondi.
Maria: - Alice –Ela disse me repreendendo – eu sou sua mãe eu sei muito bem quando tem algo errado com você, sem contar que esses olhos inchados só podem ser duas coisas ou alguém te bateu ou você andou chorando – Ela disse.
Não dava pra esconder nada dela, por mais que às vezes eu tentasse por que ela geralmente faz grandes monólogos, eu sempre preferi conversar com meu pai e ela sempre respeitou isso já que também sempre preferiu conversar com ele, mas agora somos só nós duas.
Alice: - Por que Tudo tem que ser tão complicadas – Eu perguntei.
Maria: - Adolescência - Ela disse - nessa idade tudo parece o fim do mundo, mas isso é bom significa que você esta crescendo e que em alguns anos você vai perceber que encarou determinada situação da forma errada, ao invés de ir pelo caminho da esquerda, bastava dar um passo e pegar o caminho da direita – Ela concluiu.

Alice: - As coisas podiam ser mais fácil – Eu disse.
Maria: - na verdade não é que as coisas sejam mais difíceis, obvio tem mais responsabilidades só que não adianta chorar por que quer alguma coisa, geralmente funciona quando você é criança, mas quando você crescer as coisas mudam.
Alice: - eu queria acordar e perceber que tudo não passou de um sonho ruim – Eu disse.
Maria: - Às vezes Alice tudo que agente precisa é dizer Adeus – Ela disse.
Alice: - E se eu não tiver coragem pra dizer adeus mãe – Eu perguntei.
Maria: - Diga um ate logo – ela disse.
Parece que ela não entende o que eu sinto pelo Miguel, acho que ela gostou tanto do Gabriel que não percebe que não é ele que eu amo.
No dia seguinte fui a um praça perto da minha casa, as crianças brincavam felizes eles não fazem idéia de como as coisas ficam difíceis quando se cresce eu também não fazia, todas as pessoas que eu via pelas ruas parecia com o Miguel, pelo menos pra mim acho que é o que chamam de amor platônico, a cada minuto do dia eu penso nele se o dia tivesse mais do que vinte quatro horas provavelmente eu pensaria nele ainda mais, o garoto cego da escola estava sentado num banco a alguns metros de mim, ele realmente me lembrava o Miguel, mas não sei bem o por que, ele batia sua bengala no chão a todo o momento, tive vontade de ir ate ele e perguntar o por que, mas tive medo de ser intrometida, me levantei do banco e caminhei pela praça, observei os casais felizes sempre achei que isso fosse um clichê dos filmes quando a personagem principal esta triste ela vê os casais felizes, mas eu entendi não é que as pessoas fiquem felizes quando você esta triste, mas quando estamos tristes simplesmente, Reparamos mais na felicidade dos outros.
Tive vontade de ligar para o Gabriel acho que ficar ao lado dele faria eu parar de pensar no Miguel um pouco, mas não era justo isso daria esperanças a ele e eu não quero faze-lo sofrer ele é uma boa pessoa eu realmente queria que ele encontrasse alguém que o fizesse muito feliz, já que eu não posso ser essa pessoa.

A noite chegou, uma bela noite de lua cheia, nem precisava das luzes artificiais para que a rua ficasse iluminada, a luz da lua entrava pelo meu quarto as luzes estavam apagadas, mas eu podia ate mesmo ler um livro somente com a luz da lua, mas de repente pareceu que aquela luz iluminou meus pensamentos e me veio um pensamento, se foi o destino que nós uniu naquele vôo mesmo indo contra todas as possibilidades, mesmo tento todo um planeta pra nos separar, não foi o suficiente, então será o destino que vai me levar ate ele outra vez, ou me afastar dele me levando para o Gabriel, Sete dias se em sete dias eu não encontrar o Miguel outra vez, eu vou tentar esquece-lo nós braços do Gabriel.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A Escuridão e O Amanhecer Capitulo 14



Capitulo 14 – Tocando o céu - Gabriel

O vento soprava forte fazendo a capa da minha fantasia se agitar furiosamente estava frio, mas eu não conseguia sentir pra mim era como se estivesse uma temperatura agradável como se o vento não fosse nada mais do que o sopro de uma criança.
A alguns quarteirões daqui pessoas pulam e dançam ao som de marchas de carnaval aparentemente felizes, mas eu absorvi as memórias de alguns deles enquanto vinha para cá, alguma dessas pessoas não estão realmente felizes, mais estando aqui fingindo esta torna suas vidas um pouco menos medíocre pelo menos por algumas horas, no meio de todo o barulho causado pela musica e pelas pessoas eu escutei um grito de socorro, minha superaudição desenhou todo o trajeto em minha mente voei para lá imediatamente cheguei em menos de vinte segundos, uma mulher com roupas um pouco rasgadas estava sendo atacada por três homens.
Gabriel: - Soltem ela – Eu gritei.
Eles olharam assustados ela aproveitou a distração deles e correu se escondendo atrás de mim, pude notar que sua maquiagem estava borrada devido às lagrimas derramadas.
Gabriel: - Vão embora e não causem mais problemas – eu disse num tom autoritário.
Esperava que eles fossem embora de medo por estarem diante de Black Sparrow, mas ao invés disso eles correram para me atacar, talvez estivessem bêbados ou talvez achassem que eu fosse só um idiota vestindo uma fantasia, não tive nenhum trabalho para derrubar os três usando os poderes da Suzana, eles ficaram caídos no chão por alguns segundo quando começaram a se levantar me olharam assustados e saíram correndo.
Gabriel: - Você esta bem – Eu perguntei.
- Sim – Ela respondeu com uma voz tremula.
Ela me abraçou forte acho que era a forma dela de me agradecer, mas devo admitir que aquela situação me deixava extremamente constrangido.
- Você pode me levar ate minha casa – Ela perguntou Gabriel: - Moça eu ainda tenho que combater o crime – Eu disse.
- Por favor! –Ela pediu com olhar de cachorro beaggle.

Assim como o caçador nunca conseguia atirar no pernalonga quando ele fazia aquela cara de pobre coitado eu também não resisti a segurei e voei com ela ate a entrada do prédio dela, pousei cuidadosamente e ela permaneceu me segurando como se ainda estivéssemos voando.
Gabriel: - Nós já chegamos – Eu disse.
Ela me soltou eu já me preparava para voar quando ela segurou a minha capa.
- Você pode me levar ate o meu apartamento – Ela disse.
Gabriel: - Mais você já esta em casa – Eu respondi.
- Eu ainda estou emocionalmente abalada – Ela disse fazendo cara de choro.
Eu entrei no prédio com ela e nós pegamos o elevador, ela apertou o botão do sétimo andar o silencio dentro do elevador estava me deixando incomodado, não que eu quisesse esta conversando com ela, mas só não queria que estivesse tanto silencio, isso é meio contraditório eu sei, quando chegamos ao sétimo andar havia um homem esperando o elevador ele mal abriu a boca e eu pude perceber que ele havia exagerado na bebida ele comentou que minha fantasia era maneira que parecia ate o verdadeiro Black Saparrow, tive vontade de dizer que eu era o verdadeiro Black Sparrow, mas acho que ele não acreditaria mesmo.
- Você não quer entrar? - Ela perguntou.
Gabriel: - Não obrigado – Eu respondi.
- Por favor, pelo menos toma alguma coisa é o mínimo que eu posso fazer – Ela argumentou.
Todas as fibras do meu corpo estavam gritando para que eu não entrasse naquele apartamento, mas a minha educação me obrigou a entrar, era um apartamento simples mais muito bem organizado, mas o que mais me chamou a atenção foi uma estante cheia de livros completamente empoeirados como se alguém não mexessem ali há muito tempo.
- Então o que você quer beber, whisky, cerveja, vodka, também tenho absinto – Ela perguntou.
Gabriel: - Na verdade eu não bebo, minha mãe me mataria, figurativamente – Eu disse.
- Que tal um refrigerante – Ela perguntou com um largo sorriso no rosto nem parecia mais àquela mulher que estava aos prantos.

Gabriel: - Refrigerante está bom pra mim – Eu disse.
Continuei a observar o apartamento podia ouvir os cupins devorando uma cadeira da sala, não era apenas ouvir eu podia ver toda a cena deles devorando a cadeira era como se eu fosse um deles e estivesse ali dentro.
Ela veio da cozinha com uma lata de refrigerante na mão, pra ser mais exato ela só estava com a lata de refrigerante na mão, eu não sabia pra onde olhar eu queria manter meus olhos na lata de refrigerante ou em qualquer outro ponto da casa mais eu não conseguia meus olhos sempre voltavam para o corpo dela.
Gabriel: - Eu preciso ir embora – Eu disse enquanto me levantava.
Preparei-me para sair voando pela janela o mais rápido possível, mas ela começou a chorar.
- Você acha o meu corpo feio não é – Ela perguntou.
Gabriel: - Não é nada disso moça – eu respondi constrangido.
- Eu sou feia eu sei – Ela disse num tom amargo.
Ela podia ser muita coisa mais feia não era uma delas.
Gabriel: - Olha moça você é muito atraente a prova disso é que há alguns minutos tinha três homens querendo te agarrar – Eu disse tentando fazer com que ela se sentisse melhor.
Ela se sentou no sofá e me puxou para que eu sentasse ao lado dela, aquela situação era deveras incomoda eu queria sair dali o mais rápido possível, mas ela não parava de chorar.
- Minha vida é uma droga – Ela começou a dizer – Eu vim pra essa cidade tentar uma vida melhor, até que a vida esta melhor mais eu me sinto tão sozinha – Ela concluiu.
Gabriel: - Eu sei como você se senti, eu também me sinto sozinho às vezes, mas ficar nua na frente de um estranho não é a solução, talvez ate seja por alguns minutos, mas em longo prazo não resolve – Eu disse.
Ela me abraçou e colocou a cabeça no meu peito, a situação estava ficando cada vez mais difícil de controlar eu sentia todos os meus hormônios prestes a entrar em erupção e sabia que precisava sair dali o mais rápido possível.
Gabriel: - Olha moça eu amo uma garota, se não fosse por isso eu juro que você seria a minha primeira opção – Eu disse.
- Essa é uma garota de sorte – Ela disse.
Eu lhe dei um beijo na testa e sai voando pela janela feliz por ter conseguido manter meu cavalheirismo, mesmo diante de uma situação tão difícil fico imaginando o que o Tiago dirá quando eu contar isso a ele, provavelmente vai brigar comigo por não ter cedido aos encantos dela, entrei pela janela do meu quarto, tirei a fantasia tomei um banho rápido para que minha mãe não escutasse o barulho do chuveiro, depois eu me deitei e adormeci meu ultimo pensamento do dia foi em Alice, é uma bela maneira de adormecer.
Já eram nove horas da manha quando eu acordei, as lembranças daquela mulher ainda estava na minha mente, o primeiro beijo, a primeira surra que ela levou, as primeiras palavras foi ma, a mãe dela pensou que era de mamãe mais na verdade era de maça, estava decidido a ir procurar a Alice não sei se ela me atenderia, mas está na hora de uma abordagem mais corajosa disso eu tenho certeza.
Toquei a campainha do apartamento da Alice e fiquei esperando ansioso que ela atendesse a porta, mas quem abriu a porta foi a mãe dela, ela sorriu assim que me viu, e me convidou a entrar.
Maria: - Gabriel, qual é o nome da sua Mãe – Ela perguntou.
Gabriel: - Carla, Carla Leoni – Eu respondi.
Ela balançou a cabeça de forma positiva, estava claro que ela conhecia minha mãe, ela ficou me olhando o que me deixou constrangido.
Gabriel: - A Alice esta em casa – Eu perguntei.
Maria: - Ela foi à praia – Ela respondeu.
Gabriel: - Obrigado – Eu queria sair dali o mais rápido possível depois do que houve na casa daquela mulher eu prefiro não arriscar, mas então ela disse.
Maria: - Você é a cara do seu pai!
De repente todos os meus pensamentos mudaram o que eu queria era ficar ali e perguntar tudo que eu pudesse sobre o meu pai tudo o que minha mãe nunca me disse.
Gabriel: - Você conhecia o meu pai?
Maria: - Sim antes de conhecer meu finado marido eu e seu pai éramos muito amigos, era um bom homem – Ela disse – A praia que Alice esta é aqui perto talvez você ate encontre ela pelo caminho – Ela concluiu.

Estava claro que ela não queria mais falar sobre o meu pai, não sei que tipo de sentimentos isso despertava nela, mas o sorriso com o qual ela me recebeu não estava mais em seu rosto.
Maria: - Diga a sua mãe que Maria Velásquez Mandou lembranças – ela disse num tom amistoso, apesar dos meus instintos me dizerem que aquilo era um ato de provocação.
Gabriel: - eu vou dizer – Eu respondi.
Sai do prédio e corri ate a praia olhei mais não a vi em lugar nenhum, a praia estava praticamente deserta deve ser por causa do frio, o sol esta escondido por detrás de varias nuvens a água esta mais fria que um cubo de gelo, depois de caminhar por alguns minutos eu finalmente avistei ela sentada na areia fofa da praia olhando para o mar, ela estava distraída e não notou eu me aproximar somente quando eu me sentei ao lado dela, ela percebeu minha presença.
Alice: - Você por acaso esta me seguindo – Ela perguntou.
Gabriel: - eu seguiria você pra qualquer lugar – Eu disse.
Alice: - Ate mesmo para o inferno – ela perguntou irônica.
Gabriel: - Do que adiantaria ir para o céu se você não estivesse lá, isso seria o inferno pra mim – Eu disse.
Alice: - Isso são só palavras Gabriel – Ela disse.
Ela tinha razão qualquer um pode dizer palavras bonitas sem ao menos entender o significado delas.
Gabriel: - Você esta certa – Eu disse.
Ela me olhou surpresa, acho que ela não esperava que eu concordasse.
Alice: - Então você admite – Ela disse.
Gabriel: - Não é sobre isso que você esta certa – Eu disse – As pessoas podem dizer muitas coisas sem ao menos estarem sentido, mas cada palavra que eu te disse ate hoje é verdade – eu disse me levantando.
Fiquei em pé ao lado dela e estendi minha mão para que ela segurasse, ela me olhou com certa desconfiança mais segurou a minha mão, a puxei suavemente para junto de mim e coloquei minhas mãos em volta da cintura dela, sem que ela percebesse, eu fiz com que nós dois ficássemos invisíveis.
Alice: - Gabriel – Ela disse com uma voz tremula.

Comecei a voar suavemente sua expressão mudou completamente, ele esta confusa, com medo e ela tentava falar mais sua voz não saia, pude sentir seu corpo estremecer como se um frio tivesse percorrido sua espinha.
Gabriel: - Não se preocupe, dizem que voar é o meio de transporte mais seguro que existe – Eu disse tentando fazer uma piada.
Alice: - Você esta voando – A voz dela finalmente saiu.
Gabriel: - Na verdade nós dois estamos voando – Eu disse.
Alice: - Como isso é possível – Ela perguntou incrédula.
Gabriel: - Não sei ao certo, na verdade eu acho que eu nem deveria te contar isso – Eu disse.
Alice: - é melhor você pousar alguém pode nos ver – Ela disse preocupada.
Gabriel: - Não se preocupe – Eu Disse – Ninguém pode nos ver.
Alice: - Nós não estamos tão alto assim – Ela disse.
Gabriel: - Mais estamos invisíveis –Eu disse com um sorriso confiante em meu rosto.
Alice: - Meu Deus – ela disse Incrédula – Quantas pessoas será que podem voar – Ela perguntou.
Gabriel: - Pelo menos mais uma – Eu disse.
Alice: - O Black Sparrow – Ela disse.
Eu pensei que ela tivesse percebido que eu era o Black Sparrow, bom talvez seja melhor que ela não saiba.
Gabriel: - Exatamente – Eu disse.
Olhei fixamente para ela, que também me olhava com certa timidez, aproximei meu rosto do dela, podia ouvir seu coração bater em ritmo acelerado quase que pulando de seu peito, eu aproximava meu rosto cada vez mais ela resistiu afastando o rosto, mas na minha ultima investida ela não resistiu e me beijou, talvez tenha sido por toda essa vista que se tem aqui de cima, mas ela retribuiu o meu beijo.
Imaginei esse momento por muito tempo e devo dizer que foi muito melhor do que eu imaginei que seria, poderia beija-la o resto do dia, o resto do mês, o resto da minha vida.

TEm certeza que quer apostar G.T?

A Escuridão e O Amanhecer Capitulo 13





CAPITULO 13 – Fé – Alice

Hoje minha mãe foi à aula de mecânica de automóveis, eu fiquei encarregada de fazer o almoço, faz um bom tempo que eu não faço a comida, antigamente pelo menos uma vez na semana eu fazia a comida meu pai dizia que minha comida era melhor do que a minha mãe, ou da cozinheira que foi contratada depois, ele sempre me dizia pra não dizer nada pois minha mãe podia ficar chateada, eu não vejo nada demais na minha comida, talvez ele só estivesse mentindo pra me deixar feliz acho que nunca vou saber a resposta disso.
A campainha tocou lavei as mãos e fui abrir a porta pensei que minha mãe tivesse perdido as chaves, mas ao abrir a porta O Gabriel estava parado com um buquê de rosas na mão quase igual ao que eu tinha imaginado só que era o Gabriel e não o Miguel, e ele não tinha aquele sorriso que eu tanto gostei, ele parecia mais temeroso, mas me entregou o buquê.
Gabriel: - Me desculpe – Ele fez uma pausa – Me desculpa pelo modo que eu agi.
Alice: - Você por acaso é louco – Eu disse irritada – Você acha que pode sair por ai me tratando do jeito que você tratou, ate agora eu não sei o que eu fiz.
Gabriel: - Nada, só que foi muita informação de uma vez pra mim – Ele disse.
Eu não fazia idéia do que ele quis dizer com muita informação, só sei que quando ele tocou o meu braço ele parecia diferente.
Alice: - O que você quer dizer com muita informação – Eu perguntei.
Gabriel: - Eu nunca fui muito sociável, a vida toda eu só tive um amigo – eu o interrompi antes que ele pudesse concluir.
Alice: - Isso não lhe da o direito de agir desse jeito – Eu o recriminei.
Gabriel: - desde que eu vi que você era real e não só um sonho, eu quero me tornar uma pessoa melhor, me tornar uma pessoa que você queira esta do lado – Ele disse.
Eu não sei se ele estava fazendo de propósito, mas com ele fazendo aquela cara de cachorro que caiu do caminhão da mudança era quase impossível não se sentir mal por esta brigando com ele.

Gabriel: - Será que eu posso entrar os vizinhos estão olhando – Ele disse.
Alice: - Minha mãe não esta em casa – Eu respondi.
Ele fez uma cara ainda mais decepcionada respirou fundo.
Gabriel: - Eu te amo – Ele disse – Por mais louco que isso parece é verdade – Ao terminar de dizer ele se foi.
Devo admitir que aquelas palavras me balançaram é preciso muita coragem pra parar diante de uma garota que mal conhece e dizer que a ama, eu não acho loucura eu acho possível ele realmente esta apaixonado por mim, afinal eu me apaixonei pelo Miguel estando ao lado dele somente por algumas horas.
Coloquei as rosas dentro de um vaso com água, e voltei para a cozinha pra terminar o almoço, minha mãe chegou alguns minutos depois dele ter ido embora.
Maria: - Ganhou flores mocinha – Ele disse num tom amistoso.
Alice: - Sim – Eu me limitei na resposta.
Maria: - Quem deu – Ele perguntou, eu sabia que essa seria a sua próxima pergunta.
Alice: - O Gabriel – Eu respondi.
Minha mãe imediatamente abriu um grande sorriso e se aproximou interessada
Maria: - Que fofinho – Ela disse.
Alice: - Ele disse que me ama.
Maria: - É possível – Ela disse.
Alice: - O Que você sugeri que eu faça – Eu perguntei.
Maria: - Eu não sei o que te dizer Alice, Você gosta dele – Ela perguntou.
Eu não sabia o que responder a minha mãe, devo admitir que as palavras dele acabou me balançando um pouco.
Alice: - ele é bonito, mas é meio estranho – Foi o melhor que eu consegui responder.
Maria: - Nós somos responsáveis por cada coração que cativamos, não cabe a eu dizer o que fazer Alice, você tem que decidir o que você quer, se é esperar por alguém que pode nunca mais voltar a sua vida ou segurar bem forte quem esta lhe oferecendo o amor.
Alice: - eu não consigo parar de pensar no Miguel – Eu disse.
Maria: - Talvez ele também esteja pensando em você ou talvez não – Ela disse.
Lembro de quando eu era criança e queria crescer o mais rápido possível e fazer tudo que eu não podia fazer, mas agora tudo que eu queria era não ter responsabilidade nenhuma, não ter a responsabilidade de escolher que carreira vou seguir, Se devo continuar a ter esperança que vou rever o Miguel, tudo que eu queria era correr pra cama dos meus pais e ficar lá ate meus medos passarem, mas nem isso eu posso fazer.
Maria: - você acha o Gabriel bonito! Muitos relacionamentos começam por causa de um rosto bonito – Ela disse.
Alice: - Não quero algo tão vago pra minha vida.
Maria: - Você é jovem Alice, pode experimentar algo vago, ou pode ficar esperando que o príncipe encantado volte a sua vida e que ele não vire um sapo – Ela disse.
Alice: - Queria que as coisas voltassem a ser como era antes do papai morrer.
Minha mãe deu dois passos à frente e me abraçou bem forte, eu me senti uma criança de novo pelo menos por alguns segundos.
Maria: - As coisa sempre mudam quando agente menos espera, ou melhor, quando menos estamos preparadas para essa mudança – Ela disse e fez uma pausa – Alias me matriculei na aula de dança de Rua – Ela concluiu.
Não consegui disfarçar minha cara de surpresa, ela pareceu não se importar com minha expressão de surpresa, essa foi a forma que minha mãe arrumou pra esquecer a dor de perder o meu pai, ocupando o Maximo possível o seu tempo, talvez eu devesse fazer o mesmo, talvez eu pare de ficar pensando no Miguel constantemente, talvez eu ate me sinta um pouco mais feliz.
A noite caiu um grande temporal como no dia em que eu conheci o Miguel, aos poucos todas as lembranças daquele dia vinham a minha cabeça e causava dor eu sabia que aquilo não podia continuar, eu tinha que me esforçar para esquece-lo, pois ao que parece isso vai ser somente um amor platônico e dói ainda mais pensar nisso, se eu soubesse que isso ia acontecer eu nunca teria entrado naquele avião, mas acho que não faria diferença eu tinha que conhece-lo de um jeito ou de outro isso ia acontecer, não se pode fugir do destino pode ate tentar engana-lo por algum tempo, mas no final você percebe que deu uma grande volta e esta de novo no mesmo ponto do qual tentou fugir.
No dia seguinte pouco depois que minha mãe saiu para sua aula de critica de cinematográfica, eu troquei de roupa e sai queria passar o tempo pensei em ir ate a praia e passar algum tempo olhando o mar, mas eu já havia feito isso, então resolvi ficar andando de metrô, o vagão que eu estava, tinha vários lugares vazios, eu olhei para um canto e vi aquele garoto da escola, o que sempre esta de olho na Ruiva, ele ate que é bonito, Moreno, cabelo castanho curto, magro, estatura mediana, ao me ver ele sorriu se levantou de onde estava sentado e caminhou ate mim, fiquei preocupada que ele tivesse interpretado meus olhares de forma erronia.
Matias: - É tão raro isso esta tão vazio – Ele disse tentando puxar.
Eu me limitei a sorrir pra ele, que retribuiu era estranho mais eu sentia uma grande paz estando ao lado dele.
Matias: - Menina Nova acho que não fomos apresentados formalmente Meu nome é Matias Galvani – Ele disse.
Alice: - Meu nome é Alice.
Matias: - é um prazer conhece-la Alice – Ele disse educadamente.
Alice: - Igualmente Matias – Eu respondi.
Matias: - Você parece triste – Ele disse.
Alice: - Não estou é só aparência.
Matias: - É amor – Ele disse confiante.
Alice: - O que faz de você um tão sábio pra dar esse diagnostico – Eu disse meio debochada.
Matias: - Eu amo uma pessoa há algum tempo, só que esse amor não é correspondido então eu sei bem quando uma pessoa esta triste por causa dessa coisa chamada amor – Ele disse.
Alice: - O amor deveria se chamar dor não acha?
Matias: - Acho que o amor e a dor são irmãos siameses estão sempre juntos, mas são pessoas totalmente diferentes – Ele disse.
Alice: - No meu caso eu conheci uma pessoa, mas acho que nunca mais vou vê-lo.
Matias: - Pode ser que sim – Ele disse.
Alice: - O que você me sugeri desistir?
Matias: - Eu já pensei em desistir, algumas vezes mais ai eu me dava conta não é isso que eu queria.
Alice: - Mesmo sabendo que é provável que você nunca a tenha – Eu perguntei.
Matias: - Sim – Ele disse com um sorriso confiante.
Alice: - Por que – Eu perguntei confusa com aquele sorriso.
Matias: - Por que eu a amo, e por que eu tenho fé que minhas preces serão ouvidas – Ele disse.
FÉ! É algo que eu não tenho a algum tempo, mas algo nele fazia uma chama de esperança começar a queimar dentro de mim outra vez, nunca poderia imaginar que esse garoto que eu só conhecia de vista seria o responsável por essa chama de esperança.
Alice: - Obrigada – Eu disse sinceramente.
Matias: - Por que esta me agradecendo – Ele perguntou.
Alice: - você disse exatamente às palavras que eu precisava ouvir – Eu disse.
Matias: - Que bom, se tem uma coisa que eu aprendi é que não devemos desistir nunca, o que aconteceria se o Romeu tivesse desistido da Julieta no primeiro obstáculo – Ele perguntou.
Alice: - Nenhum dos dois teria morrido – Eu respondi.
Ele me olhou como se dissesse não era essa a resposta que eu esperava.
Matias: - Na verdade se ele tivesse desistido Romeu e Julieta não seria a maior historia de amor de todos os tempos – Ele disse.
As palavras dele fizeram com que eu me lembrasse das palavras que eu disse ao Gabriel sobre Tristão e Isolda, agora eu estava pronta para não desistir, não só isso estava pronta pra esperar o tempo que fosse necessário pelo Miguel, eu agora tinha certeza que não podia ter acabado, não ainda.

domingo, 25 de dezembro de 2011

A escuridão E O Amanhecer Capitulo 12



Capitulo 12 – Meninos Não Choram – Gabriel

Sentado no escuro ao lado do leito do Tiago, aquilo nem parecia um hospital não se ouvia as sirenes das ambulâncias ou mesmo passos do lado de fora do corredor era como se todos tivessem ido embora e só ficado nós dois, ver ele naquela cama respirando com a ajuda de aparelhos fazia eu me sentir ainda pior, eu contaria a ele que tudo esta na minha mente, cada pensamento que ela teve, cada vez que ela sorriu, cada vez que ela chorou...E o pior de tudo todo o amor que ela sente por aquele garoto que ela conheceu no avião, e por mais que eu tentasse não conseguia esquecer e fazia com que eu me sentisse pior a ponto de uma lagrima escorrer pelo meu rosto a qual eu sequei rapidamente, a primeira vez que eu me apaixono e ela é apaixonada por outro.
Gabriel: - Se você estivesse acordado provavelmente você diria que não é tão ruim assim que podia ser pior – Eu falei com ele.
Devo admitir que esperei um milagre esperei que ele acordasse ao ouvir minha voz, mas é claro que isso não aconteceu, ele permaneceu no seu sono profundo.
Gabriel: - Alias meu poder é absorver os poderes de pessoas iguais a nós – Eu Disse – Eu posso voar também, e enquanto você não se recuperar eu serei o Black Sparrow.
Abri a janela do quarto e sai voando parei em cima de um prédio onde fiquei esperando que alguém precisasse de mim, não me importava que eu estivesse sem a fantasia de Black Sparrow só queria esquecer os pensamentos da Alice que estavam presos em minha cabeça, ouvi pessoas rezando, reclamando da vida crianças brincando, mas nada que precisasse de mim então eu voei em direção a minha casa, mas entrei pela porta da frente para que minha mãe não estranhasse eu aparecer em casa sem ter cruzado a porta, quando entrei em casa ela estava me esperando.
Carla: - Onde você estava Gabriel – Ela perguntou meio irritada.
Gabriel: - Eu fui ao hospital ver o Tiago, e depois eu fiquei andando por ai – Eu respondi.
Carla: - Você sabe que é perigoso andar por ai à noite, o fato do Tiago esta no hospital é uma prova disso – Ela argumentou.
Queria poder dizer a pra ela não se preocupar que o que aconteceu com o Tiago não aconteceria comigo, mas acho que ela não entenderia e talvez ate ficasse com medo de mim.
Gabriel: - Me desculpa mãe – Eu disse.
Carla: - Tudo bem Gabriel, só quero que você tenha cuidado – Ela disse.
Gabriel: - Eu tenho – Respondi enquanto me afastava em direção ao meu quarto.
Assim que entrei no meu quarto notei a janela aberta eu poderia jurar que eu a tinha fechado, ao fechar a janela eu escutei a respiração de outra pessoa me virei rapidamente para olhar e fui atingido por um dardo no peito, senti uma forte dor percorrer o meu corpo, e ele começar a ficar paralisado, como aquilo era possível era para meu poder de regeneração esta agindo e me curando, uma pessoa se materializou bem diante dos meus olhos, ele estava com uma mascara de porcelana que tinha o desenho de uma coruja.
Mateus: - Não se preocupe – Ele disse com sua voz abafada pela mascara – Com seu poder de se regenerar em menos de cinco minutos você estará de pé pronto para me atacar – Ele disse.
Gabriel: - Pode ter certeza disso – Eu disse.
Mateus: - Levando em conta que eu não quero um confronto com você eu serei breve – Ele disse.
Eu estava me esforçando ao Maximo, mas não conseguia me mexer nem usar nenhum dos meus poderes.
Mateus: - Meu nome é Mateus, e tenho uma proposta para lhe fazer – Ele disse.
Gabriel: - Não estou disposto a ouvir – Eu respondi.
Mateus: - Existe uma organização que caça pessoas como nós...
Gabriel: - Pode parar eu já conheço a historia – Eu o interrompi.
Mateus: - Estou procurando pessoas especiais que estejam dispostos a juntasse a mim para derrota-los de uma vez por todas – Ele disse.
Gabriel: - Eu não vou ajuda-lo, e é melhor que você vá embora – Eu disse isso no mesmo momento em que me levantei.
Mateus: - eu posso salvar o seu amigo, basta você aceitar a oferta – Ele disse amistosamente.

Gabriel: - Eu não acredito em você – Eu disse pronto para coloca-lo pra fora.
Mateus: - Eu sinto ouvir isso, mas caso você mude de idéia, seu amigo ainda pode ser salvo – Ele disse colocando um pedaço de papel sobre a minha cama antes de desaparecer.
No papel estava escrito um numero de telefone celular, mas eu não pude deixar de pensar que talvez ele estivesse falando a verdade, que talvez ele realmente pudesse salvar o Tiago e se isso fosse verdade talvez valesse a pena arriscar, mas por outro lado uma pessoa com boa intenção nunca faria uma proposta dessas, mesmo sem sentir a necessidade eu dormi, eu adormeci.
Na manha seguinte eu acordei e fui para o banheiro assim que me olhei no espelho não vi o meu reflexo, eu estava invisível tentei por quase cinco minutos ate voltar ao normal, devo admitir que já estava ficando preocupado de ficar daquele jeito pra sempre, mas uma pergunta veio a minha mente, de quem foi que eu absorvi os poderes de puxar as memórias das pessoas.
No Colégio as duas primeiras aulas eram de educação física, todos da minha turma estavam lá, ate mesmo o Samuel, mas ele estava na arquibancada, Alice também estava lá, quando eu olhei pra ela toda a vida dela passou como um filme diante dos meus olhos, ela estava vindo na minha direção, mas eu me afastei pra minha sorte o Matias veio falar comigo.
Matias: - O que houve entre você e a garota nova, parecia que ela estava indo falar com você – Ele disse.
Gabriel: - ela gosta de outro.
Matias: - Sei bem como é isso – Ele disse se referindo a Isabel.
Gabriel: - Eu sei.
Matias: - Meu irmão você não pode desistir no primeiro obstáculo, o que aconteceria se Romeu desistisse da Julieta no primeiro obstáculo...
Gabriel: - Ele não teria morrido – eu o interrompi.
Matias: - Tudo bem você está certo sobre isso, mas o que eu digo é não desista – Ele Disse – E talvez você deva se apressar por que depois de hoje será uma semana sem aulas, e muita coisa pode acontecer em uma semana – Ele concluiu.
Gabriel: - Você está certo – Eu disse.

O professor chamou os meninos para uma corrida de duzentos metros todos se apresentaram incluindo o Simon o professor ate brincou dizendo que ele não precisava participar, mas ele insistiu era impossível não notar a sua saliente barriga marcando naquela camisa justa que ele estava usando, era muito engraçado de se ver se fosse um filme provavelmente a platéia estaria rindo de toda a confiança que ele estava exibindo.
Gabriel: - Boa corrida – eu disse ao Simon.
Simon: - Obrigado pra você também – ele disse.
O professor deu a largada, todos corremos, Simon ficou pra trás como já era esperado por todos que estavam ali, mas de repente ele surge ultrapassando todo mundo e se distanciando uns três corpos de mim, corri ainda mais rápido, mas mesmo assim não foi o suficiente para alcança-lo, o Matias chegou em quinto lugar, todos inclusive eu estávamos abismados, surpresos com a vitória dele que parecia não se importar enquanto saltava de felicidade gritando touchdown, aquilo era impossível tudo que eu aprendi me dizia que aquilo era impossível.
No vestiário Simon ainda estava feliz com sua vitória, e estava com uma garrafa de água na mão, eu não sou muito ligado nessa de vencer ou perder, mas aquela derrota, eu não estava aceitando muito bem.
Gabriel: - Como você fez aquilo – eu perguntei quase que o acusando.
Simon: - Com uma dieta de carboidratos – ele disse enquanto dava um tapa na barriga.
Gabriel: - Não seja Ridículo o que você fez é fisicamente impossível, e eu sei bem o que é fisicamente impossível – Eu disse num tom intimidador.
Simon: - Calma cara não precisa ser violento – Ele disse.
Gabriel: - Então fala –Eu disse.
Simon: - eu posso correr muito rápido, igual ao the flash – ele disse.
Gabriel: - Serio? – Eu perguntei
Simon: - Ontem à noite eu fui a são Paulo e voltei em um minuto e quarenta e nove segundos o que você viu hoje não é nada perto do que eu posso fazer – Ele disse.
Nós não tínhamos reparado mais o Matias estava lá ouvindo a conversa, como eu não ouvi ele ou pelo menos sua respiração, acho que ainda não dominei os poderes.
Simon: - Esta ai há muito tempo Matias – Simon perguntou preocupado dele ter ouvido nossa conversa.
Matias: - Tempo suficiente pra ouvir a ironia de que o homem mais rápido do mundo seja gordinho – Matias disse brincando.
Simon: - Cara você não pode contar isso pra ninguém – Ele disse preocupado.
Matias sorriu e se sentou perto de nós tocou a garrafa de água na mão de Simon e a água congelou.
Simon: - Nossa! – Ele disse Surpreso – Você pode congelar as coisas.
Matias: - Sim – Matias respondeu – Mais ainda não consigo controlar muito bem.
Então era dele que eu tinha absorvido os poderes do gelo eu nunca iria imaginar.
Simon: - Ate o Black Sparrow aparecer eu pensei que fosse o único – Ele disse meio aliviado.
Matias: - Imagino que existam muitos mais – Matias disse parecendo bastante certo.
Simon: - E você Gabriel, também tem poderes – Ele perguntou.
Pensei em dizer que sim que eu absorvo os poderes das pessoas e que agora eu também tenho os poderes deles e que sou muito mais forte do que qualquer um dos dois, mas me pareceu algo muito arrogante pra se dizer, sem contar que eles poderiam descobrir que eu sou o Black Sparrow, então eu fiz a garrafa na mão de Simon começar a flutuar.
Matias: - Telecinese – Ele disse – que legal ele concluiu.
Simon: - isso que é uma escola de heróis – Simon disse com um largo sorriso.
Matias: - Nós não somos heróis só temos poderes – Matias disse.
Simon: - Por que não montamos um grupo pra proteger as pessoas, igual a liga da justiça – Simon disse empolgado de uma forma que me fez lembrar do Tiago.
Matias: - Não seja burro Simon, nós não temos roupas à prova de balas, e eu nem sei controlar meus poderes direito – Ele disse.
Ainda bem que o Matias se antecipou e jogou um balde de água fria nós planos de Simon, eu não queria que nenhum deles se machucasse igual ao Tiago a principio Ele pareceu decepcionado.
Simon: - Tem razão no que eu estava pensando – Simon disse meio decepcionado.
Matias: - Numa coisa boa – Matias disse com sua costumeira expressão serena – Em ajudar as pessoas, mas é melhor deixar isso com o Black Sparrow.
Matias olhou pra mim quando disse as palavras Black Sparrow, como se soubesse que eu estava por debaixo daquela fantasia.
Gabriel: - Ele está certo Simon, ao que parece o Black Sparrow é a prova de balas.
Simon: - Será que aqui na escola existe mais alguém com poderes? – Simon perguntou.
Matias: - Eu não sei, é possível.
Eu tinha certeza que não era só nós três, eu ainda tenho dois poderes que eu não descobri de quem eu absorvi a super audição e a capacidade de puxar as lembranças das pessoas, mas não faz mal eu vou descobrir uma hora ou outra.

G.T.: Suas previsões estão erradas me deve 100 R$

Thonye: a Historia tem romance des do inicio.

Aninha: Não foi tão lindo assim.

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sábado, 17 de dezembro de 2011

A Escuridão E O Amanhecer capitulo 11






CAPITULO 11 – Velha Infância - Alice

Sai do banheiro ainda secando meus cabelos com minha toalha, mesmo assim gotas caíram criando uma trilha ate o meu quarto, o Gabriel já deve esta chegando daqui a pouco, procuro uma roupa no meu armário e acho um vestido florido na altura dos joelhos que eu devo ter usado somente umas três vezes, o coloquei e me olhei no espelho por um tempo virei de um lado para o outro querendo analisar de todos os ângulos, e cheguei a conclusão que aquele vestido me deixava gorda, troquei por uma saia jeans e uma blusa vermelha com os Dizeres: Palavras podem dizer menos do que um olhar, que eu comprei quando eu tinha quatorze anos e três anos depois ainda me serve.
Sentei-me na penteadeira onde me maquiei e fiz uma franja eu fico bonita de franja, deveria usar mais, mas meu cabelo é tão enrolado que só da pra fazer franja com ele ainda um pouco molhado, de repente eu me dei conta de que eu estava me importando com a minha aparência mais do que devia, é o Gabriel...Não o Miguel.
A campainha tocou alguns segundos depois eu fazia os últimos retoques. Eu sabia que era o Gabriel, mas isso não impediu que minha mente irracionalmente apaixonada imaginasse que quem estava à porta era o Miguel com o buquê de rosas amarelas na mão, e que ele sorriria pra mim assim que me visse e diria que cada dia longe de mim pareceu uma eternidade sem fim, e eu diria que pra mim também, eu tenho que parar de ficar assistindo esses filmes de amores impossíveis.
Minha mãe entrou no quarto com a empolgação de uma colegial que acaba de receber seu primeiro convite pra sair, estou começando a ficar preocupada com ela, aulas de mecânica, aulas de Kung-fu, e o mais preocupante de tudo aulas para ser critico de cinema, quem é que estuda para ser critico de cinema e praticamente a mesma coisa que fazer faculdade pra ser arbitro de futebol.
Maria: - Ele é um pão – Ela disse tão alto que eu fiquei preocupada que ele tivesse escutado.
Alice: - Mãe – Eu a repreendi.
Maria: - Que foi Alice, esta com ciúmes – Ela perguntou.
Alice: - Primeiro ele não é meu namorado, nós só vamos fazer um trabalho de escola, segundo ninguém hoje em dia diz que alguém é um pão – Eu Disse um pouco alterada.
Maria: - Desculpa – Ela disse – Ela é um gato esta melhor assim – Ela perguntou.
Alice: - Por favor, mãe aconteça o que acontecer se mantenha distante da sala. – Eu implorei a ela.
Maria: - Não se preocupe eu não vou roubar seu namorado, mesmo por que ele é muito novo pra mim – Ela disse num tom de brincadeira que eu achei muito sem graça.
Alice: - Estou falando serio Mãe – Eu disse de forma seca.
Maria: - Já entendi, mas me diga qual é o nome dele – ela perguntou.
Alice: - É Gabriel – Eu falei.
Maria: - Igual ao Arcanjo – Ela disse.
Eu lembrei que foi quase isso que eu disse ao Miguel quando ele se apresentou, as lembranças vieram outra vez e senti aquela pontada no peito, senti a dor de esta longe de quem se ama.
Maria: - Que foi Alice –Ela perguntou.
Alice: - Nada mãe só lembrei de uma pessoa –Eu disse tentando desconversar.
Ela me puxou pra junto dela e me abraçou de forma carinhosa, ela não fazia muito isso antes do meu pai morrer, geralmente era ele que demonstrava os sentimentos.
Maria: - Não se preocupe se às vezes você sentir vontade de chorar é normal – Ela disse.
Estava claro que ela estava achando que a pessoa que eu me lembrei fosse o papai, eu não quis dizer pra ela que era um garoto que eu conheci no avião, só esperei que ela me soltasse e fui pra sala me encontrar com o Gabriel, ele se levantou do sofá assim que eu entrei na sala.
Gabriel: - Oi – Ele disse timidamente.
Alice: - Olá – Eu respondi enquanto me sentava.
Ele se sentou e ficou me olhando da mesma forma que ele ficava me olhando na escola.
Alice: - Você já leu o livro eu perguntei.
Gabriel: - Ainda não – Ele disse – Eu comecei a ler mais é meio chato.
Alice: - Chato – Eu disse surpresa – É uma das maiores historia de amor de todos os tempos.
Gabriel: - não creio que tenha realmente acontecido, parece mais um livro do que fatos – Ele disse.

Alice: - Eu acredito que realmente tenha acontecido – Eu disse.
Gabriel: - Eu não, em certas historias o Tristão é colocado na corte do rei Arthur, é como a guerra de tróia ou a Lenda de Beowulf provavelmente nunca aconteceram – Ele disse.
Alice: - Você não acredita que alguém poderia sacrificar tudo por amor – Eu perguntei.
Gabriel: - Se você tivesse me perguntado isso no final do ano passado, eu direi não – Ele Disse – mais eu não sabia o que era gostar de alguém.
O jeito que ele me olhava enquanto disse essas palavras era tão estranho...Tão intenso.
Alice: - Vamos fazer desse jeito, eu faço a metade inicial do livro e você a metade final, assim agente não precisa ficar se encontrando – Eu disse.
Gabriel: - Minha companhia te incomoda tanto assim – Ele perguntou com um olhar triste.
Eu não tinha percebido que da forma que eu disse parecia que eu não queria ficar perto dele.
Alice: - Não é nada disso, eu só me expressei mal, me desculpe.
Eu notei uma mancha de sangue na camisa dele, aquilo me deixou preocupada talvez ele tivesse matado alguém antes de vir pra cá, por que eu sempre acho que as pessoas são assassinas em serie, tenho que parar de assistir CSI.
Alice: - Isso é sangue – Eu perguntei mesmo sabendo a resposta.
Gabriel: - É sim eu tive um pequeno acidente enquanto eu vinha pra cá – ele explicou mais parecia esta mentindo.
Mal pude acreditar quando minha mãe entrou na sala com sanduíches e refrigerante, depois de eu ter pedido tanto.
Maria: - espero não esta interrompendo nada – ela disse do jeito mais natural do mundo.
Por que será que os pais conseguem nos envergonha mesmo quando eles não estão tentando fazer isso, ela ainda ficou encarando o Gabriel como se ele fosse uma pessoa que ela não via há muito tempo.
Maria: - Seu rosto me parece tão familiar Gabriel –Ela disse, parecia realmente confusa, ela deixou o lanche e saiu, não sem antes olhar pra ele mais uma vez.

Alice: - Me desculpa pela minha mãe.
Gabriel: - Tudo bem, eu tenho um rosto comum, vivem me confundido com o Brat Pitt – Ele disse tentando fazer piada, eu sorri fingindo que achei engraçado.
Alice: - Por que você esta sempre olhando pra mim – Eu perguntei sem rodeios – Eu nem sou tão bonita a ruiva que fica te olhando é muito mais bonita do que eu, você não imagina como é difícil pra eu dizer isso.
Ele ficou vermelho de vergonha, a pele dele é tão branquinha que por mais que ele dissesse que não, estava bem claro que a minha pergunta o deixou envergonhado.
Alice: - Me desculpe eu não devia ter perguntado – Eu tentei fazer ele se sentir melhor.
Gabriel: - Você acredita que as pessoas possam se apaixonar mesmo antes de se conhecer.
Eu sabia o que ele estava querendo dizer era como eu me sentia com o Miguel, parecia que estávamos destinados a nos conhecer naquele avião, é uma sensação tão estranha quando se acha alguém que te faz pensar que a vida é perfeita mesmo que você ainda esteja de luto pela morte de seu pai, mas às vezes os destinos são certos, mas os caminhos opostos.
Gabriel: - Eu sonho com você muito antes de te ver pela primeira vez, por mais louco que isso seja – Ele disse.
Alice: - Podia ser qualquer garota parecida comigo – Eu tentei desconversar.
Gabriel: - Era você, seus olhos, seus cabelos eu reconheceria em qualquer lugar – ele disse determinado.
Alice: - É melhor agente fazer esse trabalho outro dia – eu disse enquanto me levantava.
Gabriel: - Espera – Ele disse ao mesmo tempo em que tocava o meu braço vi todo o seu corpo estremecer, a expressão do seu rosto mudou totalmente ele parecia abalado como se tivesse visto alguma coisa.
Alice: - Você esta bem – eu perguntei preocupada.
Gabriel: - Eu preciso ir embora – Ele disse.
Alice: - O que houve Gabriel?
Gabriel: - Nada, eu estou bem – Ele disse com uma voz embargada.
Eu pensei em argumentar para que ele ficasse, mas ele saiu sem me dar chance de dizer nada, o que eu estou pensando eu queria que ele fosse embora e agora eu estou me sentindo mal por ele ter ido embora, o que esta havendo comigo.
Entrei no quarto da minha mãe confusa com a situação, eu surpreendi olhando umas fotos antigas que ela guardou rapidamente, só consegui ver uma das fotos e não reconheci ninguém.
Alice: O que você estava fazendo – Eu perguntei apesar de saber exatamente o que ela estava fazendo.
Maria: - Nada de mais, só olhando as fotos dos meus antigos amigos.
Alice: - Posso ver – Eu perguntei.
Maria: - Não, você não conhece nenhum deles, e também não quero que você veja o quanto eu envelheci – Ela disse – cadê o Gabriel?
Alice: - ele já foi –Eu respondi.
Maria: - Por isso você esta com essa carinha triste – Ela perguntou de forma amistosa.
Sentei-me perto dela procurando uma forma de começar o assunto.
Alice: - Você já se apaixonou por alguém alem do papai – Eu criei coragem e perguntei, ela respirou fundo antes de me responder.
Maria: - Eu tinha um namorado antes de conhecer o seu pai – ela disse – Mais quando eu vi seu pai pela primeira vez foi amor a primeira vista, eu sabia que era com ele que eu queria passar o resto da minha vida.
Alice: - Você nunca duvidou disso –Eu perguntei.
Maria: - O medo sempre faz agente se questionar sobre essas coisas, eu larguei um namoro de três anos pelo seu pai, eu não tinha certeza se ia dar certo, mas eu tinha certeza do que eu queria, é meio contraditório não – Ele perguntou.
Alice: - Muito –Eu respondi.
Maria: - Você esta apaixonada pelo Gabriel: - Ela perguntou.
Alice: - Não mãe – Eu respondi irritada.
Maria: - Não precisa se irritar foi só uma pergunta – ela disse.
Alice: - Mais ele falou umas coisas estranhas sobre destino, e de que tinha sonhado comigo antes mesmo de me conhecer – Eu disse um pouco constrangida.
Maria: - Você acreditou nele – Ela Perguntou gentilmente.
Alice: - Ele pareceu sincero, mas ai ele saiu como se tivesse visto algo assustador.

Maria: - ele parece ser um bom garoto – Ela disse e sorriu.
Alice: - Qual é a graça – Eu perguntei
Maria: - É que agente geralmente flerta com os Perigosos e nos casamos com os bonzinhos.
Alice: - Eu conheci uma pessoa no avião, foi amor a primeira vista, O sorriso dele é a coisa mais bonita que eu já vi.
Maria: - Nossa, por que não me falou dele antes – ela perguntou.
Alice: - Por que eu tenho a sensação de que nunca mais vou vê-lo – Aqueles palavras doeram fundo no meu peito.
Maria: - Algumas pessoas passam por nossas vidas e a chacoalha de tal forma que parece que o chão desapareceu dos nossos pés, mas muitos são só alma gêmeas temporárias, então vão embora – Ela Disse – Mais as vezes agente fica esperando essa alma gêmea retornar e acaba deixando escapa a verdadeira alma gêmea – Ela concluiu.
Eu odeio quando ela banca a filosófica, mas talvez ela esteja certa, talvez o Miguel já tenha cumprido a missão dele na minha vida, eu quero tanto acreditar nisso, assim talvez a dor diminuísse, mas eu sinto que ele de alguma forma ainda faz parte da minha vida, me levantei e sai do quarto de minha mãe, no meu quarto peguei um porta-retrato sobre a mesinha ao lado da minha com a foto do meu pai, e fiquei olhando a foto por alguns minutos, lembrando dele sentindo a falta dele então eu me dei conta que a saudade que eu sentia dele era diferente, era uma certeza, a certeza de que eu nunca mais vou vê-lo, mas quando eu me lembrava do Miguel a saudade era diferente, era como se estivesse em estados diferentes entender aquilo fez meu coração disparar e se encher de esperança de que aquele dia debaixo de chuva, não foi um adeus, mas sim um ate logo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A Escuridão e O Amanhecer Capitulo 10



Capitulo 10 – O Senhor dos Ventos – Filipe

Estirado no chão, pela primeira vez fui vencido eu não podia acreditar, aquele garoto é a pessoa mais poderosa que eu já enfrentei e olha que já foram muitos, meus olhos se fecharam e uma nuvem de lembranças veio a minha mente, lembranças ruins.
Quando eu e minha irmã tínhamos Cinco anos conhecemos a morte de perto, nossa mãe morreu. Ela tinha só 24 anos nós ficamos ao lado dela ate que os vizinhos percebessem que havia algo errado, foram dois longos dias, alem dela não tínhamos ninguém e fomos mandados para um abrigo de crianças abandonadas ou órfãs, todo dia a Anna Perguntava quando nossa mãe ia vir nos buscar, eu sempre respondia que em breve devo admitir que não sabia o que estava dizendo, só estava repetindo o que minha mãe dizia quando o dono da casa que agente morava ia cobrar o aluguel atrasado, um dia ela simplesmente parou de perguntar, lá não era um bom lugar a comida era ruim e pouca, não havia camas para todos, as mulheres que deveriam tomar conta da gente não se importavam muito, afinal quem se importa realmente com o que uma criança sem pais passa num lugar desse, às vezes elas levavam alguma criança geralmente à noite, no dia seguinte elas voltavam, mas as crianças não, eu sempre rezava para que não levassem minha irmã, mas eu sabia que não ia adiantar, pois um dia um de nós acabaria sendo levado.
Quando eu Tinha Oito anos no meio da noite uma delas entrou no quarto em que eu estava com a minha irmã e outras 5 crianças, eles acordaram minha irmã e mandou que ela levantasse rápido pois ela ia embora.
Anna: - Filipe Socorro – ela gritou
Eu corri e segurei o braço dela, mas levei um tapa na cara que doeu por uns dois dias, aquela mulher arrastou a Anna para fora do quarto, ela gritava e lutava não queria ir, não queria se separar de mim, foi quando eu senti todo o meu corpo estremecer, e uma rajada de vento estraçalhou a janela do quarto, ela largou minha irmã enquanto olhava atônita para mim, Anna correu ate mim, podia sentir o vento me rodeando, fiz um movimento com a mão e ela foi atingida por uma rajada de vento que fez com que ela batesse contra a parede.
Anna: - Como você fez isso – Ana Perguntou abismada.
Filipe: - Eu não sei – Eu disse com todo o resto de inocência que me restara.
Eu queria matar aquela mulher todas as que nos maltrataram, mas eu sei que isso é errado Deus não gostaria, eu a Anna e outras oito crianças fugiram naquele dia, eu nunca mais os vi, Eu e a Anna passamos inúmeras noites com frio e com fome e usei meus poderes algumas vezes pra roubar pessoas, aquilo me deixava muito mal eu não sou um ladrão Deus me deu esses poderes para que eu pudesse ajudar as pessoas não roubá-las, um dia quando a Anna completou Dez anos seus poderes também apareceram e nós começamos a fazer truques na rua, agente conseguia dinheiro suficiente pra comer só precisávamos arrumar um lugar pra morar, a rua é um lugar muito perigoso ate mesmo pra gente mais ou menos uns 5 meses depois que a Anna descobriu os poderes nós terminamos de nos apresentar, as pessoas deixaram o dinheiro e foram embora exceto um homem com um terno elegante, gel no cabelo e um sorriso gentil, mais enigmático, e se tem uma coisa que eu aprendi foi que as pessoas com aparência gentil geralmente são os mais perigosos.
Filipe: - O show acabou – Eu disse tentando espantá-lo.
Richard: - Eu notei – Ele disse com o mesmo sorriso.
Ele sacou uma pistola e disparou um dardo na Anna antes que eu pudesse atacá-lo ele também disparou em mim a ultima coisa que eu vi foi um garoto talvez da minha idade com o poder de ficar invisível ficar visível bem ao lado do homem, eu e a Anna não somos os únicos eu descobri isso naquela noite.
Acordei em uma sala com um bracelete que parecia uma algema prendendo minhas mãos, Anna estava desacordada ao meu lado eu tentei usar meus poderes para nos tirar dali, mas eles não funcionavam, O homem entrou acompanhado por dois garotos.
Richard: - Olá Filipe, Meu nome e Richard Fox, esses são meus filhos, André que pode controlar o fogo e Mateus que pode ficar invisível – Ele se apresentou.
Filipe: - O que você fez com a minha irmã – Eu gritei.
Richard: - Ela esta bem não se preocupe – Ele disse – Desculpa ter atirado em vocês, mas eu não poderia arriscar uma reação de vocês o poder de ambos pode causar grandes contratempos – Ele concluiu.
Filipe: - O que você quer da gente – perguntei tentando conter o choro.
Richard: - vocês são gêmeos? – Ele perguntou quase como uma afirmação.
Filipe: - Sim. – Eu disse
André: - Ninguém vai machucar vocês não precisa ter medo – O garoto que controla o fogo disse.
Richard: - Eles também são gêmeos, gêmeos como vocês os dois desenvolvem os poderes, já gêmeos univitelinos somente um desenvolve os poderes – Ele explicou.
Eu não fazia idéia do que ele estava falando, isso estava evidente em meu rosto ele percebeu.
Richard: - Não se preocupe um dia você vai entender. - Ele disse.
Mateus: - Gêmeos univitelinos são gêmeos idênticos – O outro garoto falou.
Richard: Você sabe de onde vem seu poder? – ele perguntou.
Filipe: - Eu pedi a Deus que ajudasse eu e minha irmã e ele nos deu esses poderes – Eu falei.
O garoto que controla o fogo não conseguiu controlar o riso mais Richard o olhou com um olhar repreensivo e ele parou.
Richard: - Não foi assim que seus poderes surgiram, há alguns anos aconteceu uma catástrofe – Ele Disse – Desse incidente varias mulheres grávidas foram afetadas por uma espécie de vírus que criou uma mutação nos fetos – Ele fez uma pausa e me olhou percebeu que eu não estava entendo muita coisa – Criou uma mutação nos bebês que fez com que eles nascessem com poderes igual a você ou sua irmã.
Eu não queria acreditar nele, eu nem o conhecia mais ele parecia tão certo do que estava dizendo.
Richard: - OS poderes variavam, mas com o tempo percebemos que quanto mais a mãe foi exposta, mas forte era o bebê – Ele disse – Ate hoje existe casos de crianças especiais nascendo, é bem menos freqüente, na verdade o ultimo foi há dois anos. – ele concluiu.
Mateus: - E eles são cada vez mais fracos, nem se comparam aos da primeira geração, nós no caso.
Richard: - Eu acho fascinante o fato de vocês tão jovens já conseguirem controlar seus poderes – Ele disse com um brilho no olhar.
Filipe: - Obrigado – Eu disse.
Ele falou muita coisa, me explicou muita coisa mais ainda não havia dito o que ele queria comigo e com a Anna.
Richard: - Eu quero que você e sua irmã se unam a mim e minha equipe – Ele disse com um sorriso gentil.
Filipe: - E se eu disse não – Eu perguntei.
Richard: - Esperarei sua irmã acordar, e libertarei vocês – Ele disse – Mais eu quero que você pense se você ficar, você terá estudos, uma casa, e terá um objetivo na vida – Ele fez uma pausa – Proteger as pessoas - ele concluiu.
André: - É isso que agente faz aqui cara – O garoto do fogo falou.
Richard: - Pense na sua irmã, as ruas são um lugar perigoso, principalmente para uma menina tão bonita, seus poderes não foram o suficiente pra evitar que eu a trouxesse pra cá, por mais que minhas intenções sejam boas, têm outros que não tem – Ele disse.
Eu estava confuso eu passei tempo de mais na rua me acostumei a ela, mas eu sabia bem que as ruas não são lugar para minha irmã eu sempre procurei protegê-la, talvez aqui ela fique protegida, e havia alguma coisa que me fazia acreditar naquele homem.
Filipe: - Tudo bem, eu aceito – As palavras saíram quase que automaticamente.
Richard: - Seja bem vindo à família Nabucodonosor Filipe – Ele disse com os braços abertos como se fosse me dar um abraço.
Mateus veio ate mim e retirou as argolas da minha mão, e das mãos da minha irmã.
Richard: - Mateus mostre a ele as instalações, vou levar a menina para o refeitório.
Saímos da sala onde estávamos e caminhamos por um grande corredor com varias portas dentro havia pessoas com jalecos brancos, frascos de pesquisa e papeis sobre a mesa.
Filipe: - O que eles fazem aqui – eu perguntei cheio de curiosidade.
Mateus: - É confidencial se eu te contar teria que te matar.
Filipe: - Você esta mentindo – Eu Falei.
Mateus: - Quer arriscar – Ele perguntou com um ar enigmático.
Filipe: - Não – Achei melhor não arriscar aquele garoto tinha uma expressão meio louca no rosto.
Chegamos num lugar que parecia com uma cadeia, eu parei em frente a uma porta onde um garoto esmurrava a porta querendo sair, ele gritava e batia implorando pra sair, aquilo me deixou assustado e preocupado que eles me jogassem e minha irmã numa daquelas celas.
Mateus: - Não se preocupe com ele – Ele Disse.
Filipe: - Ele ta preso? – Eu perguntei.
Mateus: - Nossa missão é proteger as pessoas – Ele disse.
Filipe: - Prendendo crianças – Eu o interrompi.
Mateus: - Agente protege as pessoas normais, de pessoas com poderes – Ele disse mais eu o interrompi outra vez.
Filipe: - Nós temos poderes – Eu falei alto.
Mateus: - Mais nós não somos maus, esse garoto é um dos perigosos ele tem super força e se regenera. – Ele disse calmamente.
Filipe: - Como você pode ter certeza que ele é perigoso ele deve ter a nossa idade – Eu argumentei.
Mateus: - Existe uma igual a nós que sonha com as coisas e pode projetar os sonhos dela em aparelhos de TV ou computador.
Filipe: - Foi assim que vocês nos acharam? – Eu perguntei.
Mateus: - Vocês não podem fazer truques sobre humanos sem que a nossa família fique sabendo – Ele disse – Só não achamos você antes por que ela chegou aqui há alguns meses e tínhamos outros assuntos para resolver – Ele concluiu.
Ele continuou a me mostrar às instalações, passamos por guardas armados que o cumprimentaram depois de andarmos por quase 40 minutos ele me levou para o refeitório onde não havia muitas mesas e cadeiras, minha irmã estava comendo acompanhada pelo André.
Filipe: - Anna Você ta bem – Eu perguntei preocupado.
Anna: - Estou – Ela disse comendo mais um pouco de comida.
Filipe: - Agente vai morar por aqui, pelo menos por um tempo – Eu disse esperando que ela se recusasse.
Anna: - Tudo bem, a comida daqui é boa – Ela disse, ela parecia feliz aquilo me fez ter certeza que tomei a decisão certa.
André: - Coma alguma coisa Filipe – Ele disse.
Mateus: - depois levo vocês para seus respectivos quartos – Ele disse e se afastou para outra mesa.
Filipe!Filipe! Eu ouvi a voz da minha irmã chamar, meus olhos se abriram lentamente e ela estava me olhando apreensiva, eu estava de volta ao telhado onde aquele garoto me derrubou.
André: - Você ta bem cara – Ouvi a voz do André.
Olhei um pouco mais para o lado e ele estava me olhando, ao seu lado estava Davi um garoto de trejeitos afetados maquiagem nos olhos, apesar de que o cabelo só permite que um dos olhos dele fique a mostra e um sarcasmo que irrita qualquer pessoa.
Davi: - Parece que alguém foi nocauteado – Ele disse com um ar debochado.
Anna: - Quem fez isso, foi o Mateus ou algum outro dos que fugiram – ela perguntou.
Eu não a respondi eu mal conseguia olhar para ela, André tentou me ajudar a levantar mais eu dispensei sua ajuda e subi no helicóptero sozinho os outros subiram logo depois e o helicóptero decolou.
Anna: - Vamos ter que dar alguns pontos nesse corte – Ela disse, mas eu a ignorei e continuei a olhar pela janela do Helicóptero.
Davi: - Não se preocupe Anna ele só esta com o ego ferido, coisa de homem – Ele disse com seu jeito debochado.
Usei meus poderes para que o helicóptero fosse atingido por uma rajada de vento que fez com que ele balançasse.
Davi: - Quer derrubar o Helicóptero e matar todo mundo –Ele disse irritado.
Filipe: - Eu e a Anna sairíamos vivos, e o André é imune ao fogo só você e o piloto morreriam –Eu disse.
Chegamos à base e eu fui imediatamente para enfermaria, à enfermeira cuidou dos meus ferimentos Anna ficou o tempo todo por perto, assim que a enfermeira saiu da sala, Anna veio na minha direção e me abraçou bem forte.
Anna: - O que você estava pensando sair sozinho, nós somos uma equipe Filipe – Ela disse com lagrimas nos olhos.
Richard Entrou ele continua o mesmo só envelheceu alguns anos.
Richard: - Você esta bem? – Ele perguntou.
Filipe: - Sim senhor – Eu respondi.
Richard: - Foi o 040 que fez isso – Ele perguntou.

Filipe: - A não ser que ele tenha aprendido a voar e a ter telecinese alem do poder de gelo acho que não – Eu disse.
Richard: - Se ele matou pessoas que tinham esses poderes ele os teria agora – Ele falou como se eu não soubesse disso.
Filipe: - Não era ele senhor, eu tenho certeza – Eu disse.
Richard: - Seja lá quem for ele deve ser encontrado e capturado, Como a 045 não viu isso – Ele disse.
Filipe: - Ele não é perigoso senhor, ele podia ter me matado – Aquelas palavras doeram ao sair da minha boca.
Richard: - Veremos – ele disse saindo da enfermaria.
Anna: - O que ta havendo Filipe – Ela perguntou.
Filipe: - Só estava pensando Anna – Eu disse.
Anna: - Em que? – Ela perguntou.
Filipe: - Que talvez o Mateus estivesse certo – Ela me interrompeu.
Anna: - Você está louco? – Ela perguntou.
Filipe: - Não! Mais se ele estiver certo, e se na verdade nós formos os vilões quem garante que essas pessoas presas aqui são realmente perigosas.
Anna: - Você só pode esta brincando lembra que o 035 pode criar buracos negros, ela matou toda família.
Filipe: - Ele disse que foi acidente, que não sabia que possuía esses poderes – Eu falei.
Anna: - Você sofreu uma pancada na cabeça, está confuso só precisa descansar, por favor, não faça a mesma besteira que o Mateus.
Filipe: - Eu não vou abandonar a família Anna, pelo menos não ainda. – Eu disse.
Ela me abraçou nós não abandonamos nossa família no primeiro contratempo, eu nunca a deixaria, ela é a minha família não esse lugar, não essas pessoas eu sei que teria me virado na rua sou grato pelos estudos e pela casa, mas já fazia algum tempo que essa vida já estava me cansando.